Pencefundamental

A sua moda 2.0

Coleção Inverno 2010 “Coisas que nem todo mundo vê…”

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Oi gente, ontem apresentei meu INTER (Projeto Interdisciplinar IV) para a banca de professores e ouvintes, foi maravilhoso.

O tema proposto para esse semestre foi “O Design de Moda e a Cultura Brasileira” com base na obra “O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro, que fala do processo de construção da cultura brasileira a partir de “Encontros e Desencontros” das matrizes Afro, Lusa e Tupi.

Com sub-tema escolhemos (eu e meu grupo) Encontros e Desencontros, porém ainda muito abrangente. Como o sub-tema ainda era muito abrangente, buscamos um foco, partindo do momento em que ocorreram essas primeiras interações entre as matrizes: o litoral sul paulista, mas especificamente Itanháem, pelo caráter histórico e fácil acesso, possibilitando uma pesquisa de campo.

Fui inúmeras vezes à Itanhaém buscar um objeto especifico capaz de sintetizar tal analise. Eu tinha em mente buscar algo próximo ao local onde as águas do mar se encontram a do rio, fazendo um paralelo com o encontro/desencontro das matrizes. E foi quando, indo para a trilha Morro do Sapucaitava (que dá acesso à praia) que encontrei esse objeto:

Um monumento em homenagem a cidade de Itanhaém no período em que ela foi Cabeça de Capitania (1616 à 1706). O monumento apresenta 3 pontos principais: o padre Anchieta, o Brasão da Cidade e a história em azulejos.

Tudo parecia caminhar bem, foi então que a tia da Ana (integrante do grupo) nos chamou para participar do 1º Encontro de ESTILO, ELEGÂNCIA E EQUILIBRIO, sobre moda inclusiva para deficientes visuais. Foi aí que depois dessa experiência, decidimos trabalhar com essas necessidades.

O foco do trabalho não seria mais o objeto e sim a percepção/não percepção das pessoas que passam pela trilha e não enxergam o objeto, não só objeto mais as pessoas a sua volta, vestígios deixados pela formação e interação da cultura, por isso o titulo: “Coisas que nem todo mundo vê…”.

O nosso objetivo e desafio foi tornar visível e palpável os atributos de cada peça, levando em consideração as necessidades, como por exemplo: TODA nossa apresentação foi gravada em áudio-descrição e durante a apresentação vendamos os professores para que eles pudessem partir do mesmo ponto que partimos para o processo criativo, além do que todas as peças apresentaram uma etiqueta em Braille e à tinta.

Esse foi o resultado:

Por

Mariana Arruda

Dica de Filme: Looking for Eric

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Uma boa dica de filme pra quem gosta de futebol, assim como eu e meu namorado é o filme Looking for Eric, que passou na mostra de cinema e eu não havia ido, por isso, eu o assisti em casa.

O filme conta a história de Eric, um carteiro de meia idade que viu sua vida desmoronar, desde que há 30 anos abandonou o amor de sua vida, Lily, por medo da responsabilidade envolvida.

Mora num típico subúrbio inglês, com dois enteados folgados, quel  vão levando a famosa “vida loka”.

Os amigos até procuram ajudar Eric a esquecer o passado, mas parece que não tem jeito, ele vai ficando cada vez pior.

Mas quando tudo parece perdido, um “anjo da guarda” homônimo, mas completamente diferente dos padrões, surge para ajudar Eric.

Só pra te ajudar a lembrar de um momento fabuloso desse anjo:

É o que o carteiro Eric precisava para começar a se reerguer. Daí pra frente a história ganha em ação e mostra o renascimento do personagem.

Veja o trailer do filme (incrível, mas não achei um com legendas em português):

O mais legal é a história por traz do drama, que mostra um pouco da realidade do cidadão comum seja na Inglaterra, seja no Brasil.

Talvez soe inocente, para quem viva a fantasia do mundo moderno, onde o que importa é ter um carrão, e estar bem na próxima balada.

Mas soa mágico para quem encara o mundo como ele é, de verdade.

Onde o fracasso parece estar muito mais presente que o sucesso, e o verbo mais utilizado é batalhar. Seja por um novo emprego, seja pelo seu time, pelos seus amigo…

A vida do carteiro Eric é assim. O diretor Ken Loach está acostumado a construir personagens assim. Talvez por isso seus filmes encante algumas pessoas, mas seja visto como “sujos” por outros.

No final das contas, é difícil saber com qual dos dois Erics a gente se empolga mais. Não só pelas conquistas de cada um, mas pela vida real e dramática que cada um teve.

Talvez o que falte para a maioria das pessoas é apenas que sua história seja contada.

Vale a pena assistir!

Escrito por pencefundamental

Novembro 28, 2009 em 12:29 pm

Vivienne Westwood faz desfile em ringue de boxe em Tóquio

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A estilista Vivienne Westwood, apresentou se desfile no dia 25 de novembro de 2009 em um ringue de boxe em Tóquio, Japão.

Ao final do desfile, ela de mãos dadas com seu marido Andreas Kronthaler:

Casa de Criadores Inverno 2010

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Oi gente,

Ontem (24 de novembro) fui a Palestras e Debates na Pinacoteca (projeto novo, quem quiser conferir: www.novodnovo.wordpress.com).

14h30 à 15h30- Palestra “Pesquisando o Futuro: novos laboratórios de tendências”, por Sabina Deweik, que representa no Brasil há 20 anos o Future Concept Lab, instituto de pesquisa de tendências de consumo e consultoria estratégica.

A palestra durou mais de uma hora e nela foram discutidos métodos de pesquisa de tendências e como o profissional desta área, o cool-hunting, atua na pesquisa de moda.

Rolou um coffe-break no intervalo e em seguida começou o debate:

Debate “Crítica da Crítica”, por: Alcino Leite Neto, Carolina Vasone, Lula Rodrigues, Maria Prata e Ricardo Oliveros e Lilian Pacce como moderadora.

O debate foi muito produtivo. Discutimos o papel do critico de moda e seus veículos de informação (blog, jornais, revistas), enfatizando a diferença da liberdade entre escrever para jornal e revista.

Falamos também sobre o trabalho da “critica de moda” e sobre a reação (positiva ou negativa) que um texto pode ocasionar, desde barragens em desfiles até alguns casos de estilistas virarem a cara para o critico.

Hoje, dia 25 de novembro, acabei de chegar dos desfiles da Casa de Criadores no Shopping Frei Caneca. Infelizmente não pude comparecer ao Circuito Palestra + Debates, pois estou fazendo o editorial de moda da minha coleção (em breve posto pra vocês), mas hoje rolou:

14h30 à 15h30 Palestra “Crise: material reciclado?”, por Geni Ribeiro. Uma análise sobre a moda em tempos de crise mundial.

16h00 à 17h30 Debate “Caos por m2”, por: Rita Wainer, Thiago Ferraz, Ricardo dos Anjos, Cássia Ávila e Paulo Reis e Mercedes Tristão como moderadora.

Sobre os desfiles de hoje:

João Pimenta


Com inspiração no universo cowboy, João Pimenta abriu os desfiles com uma coleção que contrastava a brutalidade com a feminilidade.

As peças apareceram em tons de terra (marrom árido), no primeiro momento do desfile os modelos usaram espécie de vestidos, casacos longos e marcados na cintura, vestidos na verdade. No final do desfile apareceram macaquinhos colados ao corpo.

Milena Hamaní


Inspirada na sensualidade e inocência, a estilista Milena Hamaní trouxe para a passarela uma coleção com profundidade nas obras do pintor e artista plástico Toulose Lautrec, sensual sem ser vulgar.

Os volumes eram fluídos e bastante concentrados e os acessórios em fio de ouro com pedras, além do make super expressivo.

Destaque para os babados feitos de tricô.

Ronaldo Silvestre


Com referência ao ano 1876, o estilista Ronaldo extraiu dois ícones: a cortesã e suposta espiã Mata Hari e o perfume, que leva o nome do ano, 1876.

As inspirações em tecidos resultaram em adamascados, veludos e xadrez plastificado, em relação as estampas: florais em tecidos leves e esvoaçantes.

Destaque para os casacos cheios de recortes e zíperes, além das golas estruturadas e com modelagem incrível.

No Hay Banda


O trio de estilistas Claudia Mine, Bruna Santini e Juliana Magro, da marca No Hay Banda trouxe para a temporada inverno 2010 uma coleção com referencia ao bicho da seda e a importância dele para o cenário da moda.

Da forma mais simples como o casulo, elas desconstruíram roupas e criaram modelagens e volumes próprios, além de texturas e contrapontos do inverno, como tricôs e crochês (participação da Señorita Galante).

Tudo com um toque clássico de rock.

foto retirada do site: http://casadecriadores.com.br/

R. Rosner


Com inspiração em sua avó, Lili, Rodrigo Rosner mostrou uma coleção com referencia à elegância refinada de sua avó, que neste ano completaria 100 anos.

Algumas peças remetiam à modelagem e corte dos anos 20 e 30, além de tecidos adamascados com bordados metálicos e muita transparência.

Algumas peças me lembraram muito Alexander McQueen.

foto retirada do site: http://casadecriadores.com.br/

Urussaí


Encerrando a noite, a marca Urrusaí trouxe para a passarela o universo das tatuadas. no inicio do desfile, uma modelo entra toda de dourado com as costas nua, mostrando sua tatuagem oriental, ela está com o cabelo preso e um aplique (gigante) de trança que ela carrega no colo. No fim da passarela havia uma mesa (repreentando uma penteadeira) com um espelho de mão onde a modelo ficou o desfile todo sentada se olhando no espelho. ao final do desfile ela levantou e caminhou arrastando a trança.

A coleção apresentou influencia oriental, sejam nas cores, texturas e modelagens inspiradas nas lolitas da Yakuza.

foto retirada do site: http://casadecriadores.com.br/

 

por

Mariana Arruda

Abertura da Casa de Criadores Inverno 2010

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Começou ontem (domingo, dia 22 de novembro de 2009) a 26ª edição Casa de Criadores Inverno 2010.

A abertura do evento contou com o Fashion Mob, que reuniu todo pessoal que estuda/ gosta/trabalha/vive ou tem curiosidade sobre moda. Apesar do tempo chuvoso, o evento reuniu muita gente.

No total, foram 56 inscritos que apareceram com seus modelos, às 14h, no Largo do Arouche, para uma caminhada até o Parque da Luz.

Ao chegar ao parque, um time de jurados formado por jornalistas de moda e estilistas, como Dudu Bertholini, Fabia Bercsek, Thaís Losso e Mario Queiroz, julgava cada inscrito, que concorria ao prêmio de apresentar uma nova coleção na próxima edição da Casa de Criadores.

Destaque para Carina Casuscelli, 30, que trabalha apenas com roupas para pessoas com baixa estatura ou que sofrem de nanismo, sua marca A Moda Está Em Baixa é toda voltada para “estudar as modelagens para pequenos”.

O vencedor do 1º Fashion Mob foi Luiz Leite, 34, apresentando uma coleção masculina muito bem amarrada. “A coleção se chama Luiz Leite by Eden e retrata um adeus a São Paulo. Por isso, os modelos carregam malas e guarda-chuva”, conta o estilista autodidata com formação em psicologia. “Criei todas as peças com tecidos 100% orgânicos e fiz questão de cuidar muito bem do casting. Fiquei receoso de que os modelos pudessem pagar um mico durante a passeata, mas foi tudo muito bem organizado”, disse ele.

coleção do vencedor Luíz Leite

Ao fim da passeata, o pessoal pode assistir ao desfile da marca Gêmeas, das estilistas Carol e Isadora Krieger, que abriu a programação para o Inverno 2010 da Casa de Criadores no Parque da Luz.

Para quem não viu o desfile, assita:

Fotos retiradas do site: http://estilo.uol.com.br/moda/album/gemeasi2010_album.jhtm#fotoNav=41

Trechos retirados: http://estilo.uol.com.br/moda/ultnot/2009/11/22/ult630u10194.jhtm

 

Casa de Criadores Inverno 2010

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Oi gente, tudo bem?

Peço desculpas por não estar atualizando o blog constantemente, é que estou no final de uma elaboração de coleção da faculdade, assim que tudo estiver pronto, eu posto aqui para vocês conferirem.

Olha o que vai rolar semana que vem aqui em SP:

A Casa de Criadores esquenta os tamborins e promete muitas novidades pra sua 26ª edição, que rola entre 22 e 27 de novembro em diversos pontos de SP.

André Hidalgo, diretor da semana de novos estilistas

Uma das mais esperadas vai acontecer dia 22 de novembro, o Fashion Mob, uma ação democrática e inclusiva que vai permitir a participação de qualquer pessoa no evento, promovendo intervenções ao longo de um trajeto que deve partir do Largo do Arouche e terminar no Parque da Luz, uma locação que ainda está sendo negociada com a prefeitura e onde a marca Gêmeas também deve se apresentar, seguida da terceira edição do Festival de Música Casa de Criadores

Os interessados podem se inscrever individualmente, como bloco ou simplesmente aparecer no dia do evento apresentando manifestações artísticas, políticas ou de moda, categoria na qual deverão ser mostradas coleções a serem avaliadas por um júri, que deve eleger um participante para o Projeto Lab da próxima edição da Casa de Criadores.

Confira o line-up:

22 de novembro (domingo)

Fashion Mob – Largo do Arouche (concentração) – das 13h às 14h30

Desfile Gêmeas – Parque da Luz (os eventos no Parque da Luz ainda estão sendo negociados com a prefeitura de São Paulo) – 17h

Festival de Música Casa de Criadores – Parque da Luz – 18h

23 de novembro (segunda-feira)

Desfile Walério Araújo – Museu da Língua Portuguesa – 21h

24 de novembro (terça-feira) Palestras e Debates na Pinacoteca

14h30 – 15h30 Palestra “Pesquisando o Futuro: novos laboratórios de tendências”, por Sabina Deweik, que representa no Brasil há 20 anos o Future Concept Lab, instituto de pesquisa de tendências de consumo e consultoria estratégica, com sede em Milão, Itália e Brasil. Nessa palestra, apresentará um painel relativo às macro tendências de consumo e seus desdobramentos no mercado, bem como o papel de cool-hunting na pesquisa de moda. Com isso, define tendências de consumo e suas aplicações nas áreas de marketing, comunicação e varejo, e explora suas declinações sob uma ótica sócio-cultural.

16h00 – 17h30 Debate “Crítica da Crítica”, por: Alcino Leite Neto, Carolina Vasone, Lula Rodrigues, Maria Prata e Ricardo Oliveros.

Mediadora: Lilian Pacce

- Happening oNONO – Cartel – 21h

25 de novembro (quarta-feira)

14h30 – 15h30 Palestra “Crise: material reciclado?”, por Geni Ribeiro. Uma análise sobre a moda em tempos de crise mundial. Até que ponto o custo da busca por tendências internacionais é válida em nosso país? Os brasileiros, nos momentos de crise financeira, superam a própria criatividade para evoluir e sobreviver? Quando a moda não é “descartável”? Como se responsabilizar pelos próprios feitos?

16h00 – 17h30 Debate “Caos por m2”, por: Rita Wainer, Thiago Ferraz, Ricardo dos Anjos, Cássia Ávila e Paulo Reis.

Mediadora: Mercedes Tristão

Desfiles - Shopping Frei Caneca – 21h: João Pimenta | Milena Hamaní | Ronaldo Silvestre | No Hay Banda | R. Rosner | Urussaí

26 de novembro (quinta-feira)

14h30 – 15h30 Palestra “Em cartaz: Comédia da Moda Privada”, por Kathia Castilho. O corpo que veste a roupa como figurino se aproxima cada vez mais de um protótipo de imagem desejada. Os personagens da moda hoje no Brasil se tornam cada vez mais mitificados e imagéticos, tanto para si próprios quanto para seus fãs. Qual a intenção do artista ao entrar em cena? Até que ponto o glamour interfere na percepção e realidade de uma pessoa?

16h00 – 17h30 Debate “Do Casebre ao Casarão”, por: Elisa Stecca,Gêmeas, Jum Nakao e Lorenzo Merlino.

Mediador: André Hidalgo

Desfiles – Shopping Frei Caneca – 21h: LAB (Karin Feller, Danilo Costa, Projeto Box, Jadson Raniere e Arnaldo Ventura) |Ianire Soraluze | Der Metropol | Marcelu Ferraz | Tony Jr. | Rober Dognani

27 de novembro (sexta-feira)

Desfiles - Frei Caneca – 21h: Ponto Zero (Leandro Gabionette; Ana Paula Becker; Bruno Campos; Alice Sinzato e Helena Kussik; Cynthia Hayashi; Cristiane Soares; Ana Beatriz Leme e Claudia Yasumura)

Abraços

Mariana Arruda

Tesão e direitos humanos

com um comentário

Como todos estão comentando sobre o assunto  “a universitária de minissaia”  Geisy Arruda, achei um texto bem bacana que fala sobre a questão.

Pra quem tiver interesse em tentar entender um pouco sobre a sociedade moderna e sobre o famoso “caso”, sugiro que leia esse texto, ele é compridinho, mas vale a pena.

geisyarruda

Tesão e direitos humanos

(Ex-diretor da Capes, filósofo diz que opinião pública ignora a questão central no caso da aluna da Uniban: a esfera do desejo).

RENATO JANINE RIBEIRO

ESPECIAL PARA A FOLHA

A universitária do microvestido conseguiu um milagre: juntou todo o mundo, da UNE à direita, na defesa dela e na condenação aos alunos que a insultaram e, depois, à universidade que quis puni-la. Mas há um viés na abordagem que me preocupa. O que atraiu a sociedade para o caso foi seu lado sexual. É o chamariz, tanto que a Folha levou uma atriz [vestida com minissaia] a quatro universidades do centro de São Paulo para ver se seus alunos são diferentes dos da periferia.

Mas, lançada a isca, a imprensa não fica à sua altura e vai opinar de maneira legalista. O sexo é chamariz, mas não é estudado. Já a educação é uma grande (outra) questão, mas também não é aprofundada. Começando pelo fim: a educação proporcionada pela Uniban está sendo questionada a partir desse caso, e não em sua qualidade. Que ela é criticada faz tempo, sabe-se. Mas está melhorando?

Por coincidência, como diretor que fui da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], responsável pela avaliação da pós-graduação brasileira, vi avanços da Uniban nos seus mestrados e no único doutorado. Não sei de sua graduação. Seria preciso avaliar se ela está melhorando ou piorando, em vez de ler generalidades que não respondem a essa pergunta central.

O outro aspecto é o cerne do caso. Uma vez deflagrada a polêmica, sumiu de cena o que a causou -o microvestido. Vi o advogado da aluna, de terno, defendendo seu direito de vestir-se como quiser. Foi uma síntese perfeita das contradições que o caso traz à luz. Para defender uma moça que gosta de mostrar o corpo, recorre-se à linguagem formal (e à roupa idem) da profissão jurídica. Fala-se dela como se fosse perseguida por ser judia, negra, comunista ou ter uma síndrome.

O sexo perturba

Só que ela não foi ofendida no fluxo dessas discriminações tradicionais, e sim porque gosta de mostrar o corpo. Por que essa questão central se perde na vagueza das fórmulas (“cada um é livre para fazer o que quiser”, “para ir e vir” etc.)? Defendo essas liberdades. Mas, quando entra o sexo, ele as perturba.

No dia 22 de outubro, na Uniban de São Bernardo do Campo (SP), ela e centenas de jovens foram perturbadíssimos pelo sexo. Não adianta tentar, agora, abafar o assunto com generalidades legais -belíssimas, sim, fulcro de nossa civilização, mas pré-freudianas. Ou melhor: adianta.

É por isso que da esquerda à direita há um acordo geral. Um grande acordo para abafar o pequeno monstro. O monstro começa pelo desejo -que parece ser mais comum nas mulheres- de ser vista, admirada, desejada. A moça fez por isso. Não sabia o quanto estava despertando o monstro. Quando percebeu, deve ter-se assustado. Sorte, pelo menos, que ninguém foi machucado (ela não foi).

Mas o fato é que vimos o nervo exposto de algo que é mais atávico e forte que um preconceito contra judeus, negros ou, mesmo, mulheres. Entraram em cena uma sexualidade provocante e respostas, masculinas e femininas, a ela. Quer dizer que os rapazes tinham razão em xingá-la? Qualquer alfabetizado entenderá que não. Não tinham esse direito. Mas, que foram mexidos, foram. Que ela queria mexer com eles, queria. O que ela desejava de fato, ela provavelmente não sabe (Freud não saberia). Talvez, depois de tudo por que passou, não saiba mais. Nem eles, depois de expostos na mídia, saibam mais o que queriam.

Id e ego

De todo modo, a imprensa não se preocupou em saber como foi, nas cabeças de centenas de jovens que estavam lá, aquela noite. Alunos da Uniban mal foram entrevistados. Como as alunas que apareceram na TV discordavam da manifestação da UNE “em favor delas”, a imprensa preferiu não aprofundar o assunto. Não dá para reduzir esse assunto à pauta dos direitos em geral ou das discriminações contra a mulher.

Não tem nada a ver com mulher não ser presidente ou CEO de empresa. Até porque nesse campo, o do desejo que o homem sente só por ver uma mulher bonita, ela tem um poder que ele não tem. Faz bem a universidade, em que o abscesso se rompeu, em discutir esse assunto à luz da cidadania? É essencial. Mas gostaria que não ficasse no genérico dos direitos humanos (que eu defendo, nem preciso repetir). Espero que saiba devolver à cena a questão importante que irrompeu naquela noite terrível: a questão do sexo em face da liberdade, da cidadania e tudo o mais. A questão do id em sua negociação com o ego. É uma grande questão, pouco tratada.

Mas não acredito muito. Falar na generalidade dos direitos humanos não afetará o âmago das pessoas, portanto é mais fácil. Não obrigará a discutir como lidar de maneira racional (a grande conquista da civilização, que inclui os direitos humanos) com o que é mais irracional em nós, sobretudo os mais jovens -um desejo desabrido a desafiar valores, interditos, tudo. Os rapazes podiam ser preconceituosos. Mas pareciam estar tarados por ela. A tara poderia vencer -ou reiterar- o preconceito. Como mudar o final do jogo, seu resultado? Eis a questão.

Como o tesão se relaciona com os direitos humanos? Dá para repetir o mantra de que uma mulher poderosa, desejável, ciente do que desperta nos homens, é ao mesmo tempo um sujeito racional capaz de deliberar em sã consciência se quer ou não um deles?

Dá para acreditar que um homem, assim excitado, facilmente aceite a decisão da mulher de negar-se a ele? O estupro é inadmissível, mas dizer que esses controles são fáceis é iludir a sociedade. [O sociólogo alemão] Norbert Elias entendeu bem a questão. Ele disse, décadas atrás: ao contrário do que se imagina, quando se exibe mais o corpo, sobretudo o feminino, exige-se mais -e não menos- autocontrole. Porque se requer do espectador que não ataque aquele corpo desejado.

Essa exigência é necessária? É. Mas é fácil? Não. Veja-se um baile funk. Vejam-se as publicidades na TV.

Um direito e um problema

Essa história tem sido lida como uma parábola do moderno e do reacionário. Moderno é a moça fazer o que quer com o corpo, inclusive mostrá-lo. Reacionário é ser contra isso.

Mas a atualidade intensa do conflito é que ele não tem essa temporalidade moderna, que é dos demais direitos humanos. Pois, por um lado, mexe com a libido, que tem fortíssima base natural e uma temporalidade muito mais lenta.

Por outro lado, a mulher se exibir o quanto queira é conquista recente. O homem não saber lidar com isso também é um dado acentuado recentemente. Há um elemento natural, há um confronto hipermoderno. A reação “conservadora” também é hipermoderna. O que não dá é para dizer que a moça se exibir não é problema, é direito. É direito, sim, mas só interessa a ela porque é problema. Alguém acha que [a apresentadora] Sabrina Sato imitaria a aluna se os homens não babassem por ela (Sabrina ou Geisy, não importa)?

É esse efeito que se quer produzir. É ele que, produzido, incomoda muita gente. E é esse incômodo -a consciência, o reconhecimento de que há um incômodo, um problema quase sem solução, o que Kant chamaria de uma antinomia- que incomoda muito mais.

O que devemos é enfrentar o incômodo, reconhecer sua originalidade. Desse ponto de vista, temos uma oportunidade ímpar, justamente porque difícil, de reflexão e de proposição.

RENATO JANINE RIBEIRO é professor titular de ética e filosofia política na USP.

E, pra quem ainda não vou o que aconteceu na faculdade, abaixo seguem alguns vídeos:

Amir Slama lança nova grife

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amir

Pra quem  achou que Amir Slama depois de se desligar da marca Rosa Chá (vendida ao grupo Marisol) iria dar um tempo no mundo da moda, se enganou.

O estilista esta montando uma nova grife de beachwear, batizada comseu póprio nome, a marca Amir Shama mostrará a primeira coleção em maio de 2010, mas não esperem desfiles porque, segundo ele “Quero evitar, pois os desfiles estão muito desgastados. Servem mais à imprensa do que ao consumidor”.

amirslama

Outra notícia do estilista é que ele criou uma série de roupas de moda praia para a C&A- lançadas essa semana. “São roupas baratas, mas de qualidade. Hoje, a qualidade não é diferencial, é exigência do consumidor, seja para roupas caras, seja para as baratas”.

Quem pensa que as novidades param por aí, se enganou de novo. Além de tudo isso, Amir se tornou diretor criativdiretor criativo da Trousseau, de roupas de cama, mesa e banho e, planejou um conjunto de produtos para a Tok Stok, como toalhas e guarda-sóis.

Amir Slama está com tudo e a previsão de abertura de sua nova marca deve ser no ano quem vem em SP, Rio e também Nova York (chic hein)?

Alguns trechos foram retirados do jornal Folha de S. Paulo (Ilustrada- Última Moda, do dia 6 de nov de 2009).

“Anarquia” na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

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“Anarquia” na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

mulher anarquista

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na sua 33ª edição, selecionou 424 filmes de vários países para serem exibidos, de 23 de
outubro à 5 de novembro de 2009, em diversas salas da cidade.

Desta vez o festival traz dois filmes “anarquistas”: A Mulher do Anarquista (Die Frau Des Aanarchisten) – 2008 – Alemanha, Espanha, França; e Louise Michel, A Rebelde (Louise Michel) – 2009 – França.

Os filmes serão exibidos nos dias 30 e 31 de outubro e 01 e 05 de novembro. Confira os horários e locais aqui: www.mostra.org

Para saber mais sobre os filmes:

A Mulher do Anarquista

Mais de um milhão de pessoas perderam a vida na Guerra Civil Espanhola, dois milhões tornaram-se prisioneiros e meio milhão foram expulsas da Espanha. Durante esses angustiantes anos entre o golpismo de Franco e o fim da 2ª Guerra, passa-se a história de uma jovem e seu eterno amor. O advogado Justo Calderón, brilhante republicano, luta contra Franco tanto nas trincheiras quanto no rádio como a “Voz da Revolução”. Sua elegante e jovem esposa Manuela é mimada, apolítica, mas uma amorosa mãe para a filha Paloma, e muito apaixonada por seu marido. A jovem família sofre os horrores da Guerra Civil, toda a dor da traição, o confinamento, a tortura e as angústias da separação.
Quando as tropas de Franco vencem, Manuela perde contato com Justo. Sozinha, sem dinheiro, ela e Paloma lutam para sobreviver. Mas Manuela não perde as esperanças de reencontrar Justo um dia. Na sua incansável busca pelo marido, ela vê uma foto num artigo de uma revista sobre prisioneiros num antigo campo de concentração e se convence que é ali que Justo está. Agora, sua busca tem uma nova urgência.

Veja abaixo, o trailer do filme:

 

Louise Michel, A Rebelde

Louise Michel é uma francesa revoltosa da Comuna de Paris. Embora todos saibam seu nome, ninguém sabe quem ela é. Condenada por ter combatido as tropas de Bismark, depois de um tempo na prisão Rochefort, ela é enviada como milhares de revolucionários para a
distante Nouméa, na Nova Caledônia, enquanto em Paris o jovem George Clémenceau tenta obter anistia para todos os comunas. Professora,
amiga do famoso Victor Hugo, torna-se em Nouméa uma resistente admirada por todos os homens. Ela não só anima suas companheiras de prisão como também faz amigos entre os nativos da ilha, conhecidos como Kanaks. Ensina-lhes francês, aprende os seus costumes e fica ao
lado deles quando se levantam contra a autoridade colonial. Sua anarquia não é uma ideologia, mas uma atitude moral. Ela conclui a detenção lecionando numa escola que reúne na mesma sala crianças Kanaks e outras etnias.

Pra quem se interessa, é uma otima oportunidade!

Não percam!

Entrando no universo underground do grafite

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Oi gente, tudo bem?

Ah sexta-feira nem acredito, HOJE estréia o filme COCO before CHANEL (não percam).

Bom, uma das disciplinas da minha faculdade (optativa, que eu escolhi fazer) foi GRÁFITE, ou melhor Expressões Gráficas Urbanas. Há algum tempo eu venho estudando a história do grafite, fazendo stencil e tags.

Pra quem não sabe stencil é um desenho ou ilustração que representa um numero, símbolo, tipografia ou qualquer outra forma ou imagem figurativa ou abstrata, que possa ser delineada por corte ou perfuração em papel, papelão, metal ou outros materiais.

Abaixo, alguns que eu fiz, os bonequinhos foram os primeiros e a Mafalda está no meu apê:

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argentina 007

TAG: assinatura, apelido, sigla:

Digitalizar0016

Bom, procurando mais sobre esse universo underground do grafite eu achei essas verdadeiras obras de arte: grafite no esgoto.

O responsável por esses grafites é o grafiteiro José Augusto Amaro Capela, o Zezão.

Vou falar um pouco sobre ele:

Para José Augusto Amaro Capela, vulgo Zezão, como é conhecido entre os grafiteiros do mundo todo, deixar suas marcas em esgotos, tampas de bueiros ou em paredes da “cracolândia” se transformou no modo mais sincero de transformar sentimentos marginais em arte.

Zezão 4

Grafiteiro desde 1995, Zezão ingressou no mundo das artes por acaso. “Eu desenhava sem pretensão. Queria só rabiscar”, declara. Quando questionado sobre o motivo que o levou às ruas, Zezão responde sem dificuldades: “Eu sempre gostei das ruas, queria deixar a cidade mais bonita”. A paixão pelo ambiente urbano, pela perturbação da metrópole sempre dirigiu a vida deste artista paulistano, nascido no bairro do Bom Retiro e criado em meio a galpões da antiga indústria paulista que levantava a economia no início do século XX.

A dificuldade de encontrar um de seus grafites é justificada pelo próprio Zezão: “Ah, eu sempre pintei para as pessoas da rua. Pessoas como mendigos, gente de albergue que não tem condições de comprar arte”. Segundo ele, seus alvos preferidos contradizem o princípio do grafite: dar visibilidade à mensagem criada. “Ninguém queria ir grafitar o esgoto comigo. Ninguém entendia nada”, salienta.

zezão 1

zezão 3

Apesar da despretensão dos trabalhos do artista, em 2005, algumas de suas obras foram expostas em uma tradicional galeria de arte urbana em São Paulo: a Choque Cultural. “Depois da Choque Cultural, eu comecei a ser chamado para várias exposições pelo mundo”. Suas obras estão registradas em galerias de Nova York, Londres, Paris, Alemanha entre outros países. No Brasil, está no lugar em que tudo começou, na Choque Cultural.

Além de expor nas grandes galerias de arte underground, o artista vende suas obras para quem deseja tê-las em sua casa. Ele grafita residências de empresários, publicitários, executivos e não sente qualquer tipo de receio em comercializar seu trabalho. “Quando eu era mais novo eu não aceitava isso”. No entanto, Zezão salienta que não se pode deixar que oportunidades passem. Hoje, morador da Serra da Cantareira, bairro afastado do centro, o artista busca paz e tranqüilidade, longe da confusão que um dia lhe seduziu a largar a escola e dar vazão aos seus sentimentos por intermédio da arte.

Mesmo tendo aceito o apelo comercial de suas obras, Zezão revela que pintar as ruas ainda é a parte mais sedutora do mundo das artes. “Grafite é subversão, uma coisa ilegal. Muita gente não entende isso”.

trechos retirados do site: http://portalimprensa.uol.com.br/portal/traco/2008/02/22/imprensa17366.shtml

Para conhecer o trabalho de Zezão acesse:

http://www.artesubterranea.com (site oficial)

http://www.myspace.com/zezao

http://www.lost.art.br/zezao.htm

http://www.flickr..com/photos/zezao/

http://www.fotolog.net/vicio_z