esconde-esconde: moda nos dias frrrrrios
A mudança de estação provoca também uma mudança no nosso modo de vestir.
O frio faz com que demoremos mais tempo para se vestir, pois são mais peças que utilizamos para compor nosso look, é a estação mais elaborada em termos de moda e considerada a estação mais elegante.
O assunto de hoje são as tendências de inverno, algumas peças-chave para você montar suas produções e que peça combina mais com seu tipo físico, destacando os pontos fortes.
Dentre as tendências que vão marcar esse inverno 2012 estão:
- CAMISAS TRANSPARENTES
A camisa transparente começou a aparecer nos desfiles e editoriais de moda e foi tomando conta das ruas, e nesse inverno tem tudo para ser ícone, estampadas ou não.
Todos os tipos de mulheres podem usar as camisas transparentes, mostrando a lingerie por baixo ou colocando uma blusinha segunda pele, criando um look mais comportado. É uma peça democrática.
- VESTIDOS DE COURO
Lembrando que existem couros sintéticos de ótima qualidade, melhores preços e sem matar nenhum animal. O couro já é sensual por natureza, para não cair em um look vulgar, melhor evitar decotes e micro comprimentos.
As mais gordinhas e baixinhas podem criar um look monocromático, utilizando meia-calça ou legging da mesma cor dando um aspecto longínquo.
- JAQUETAS DE COURO
As jaquetas de couro, sintéticas, são ótimas aliadas para as estações mais frias do ano, deixam o look mais moderno e roqueiro ao mesmo tempo.
Gordinhas: a dica é que fiquem atentas ao comprimento! Os modelos que terminam no quadril são os melhores.
Magrinhas: quanto mais taxas, aplicações melhor, pois dão impressão de volume! Os modelos com elásticos na parte de baixo também são uma boa pedida.
- SAIAS LONGAS
As saias continuam no inverno e se forem de tecido mais fino, basta colocar legging ou meia-calça por baixo para os dias mais frios.
Baixinhas: Para alongar e não achatar, invista em saias de cintura alta, que não arrastem no chão e deixem o calcanhar aparecendo. Outra dica é apostar em peças (saia + blusa) com cores próximas ou iguais.
Gordinhas: Para a saia não marcar o corpo, prefira tecidos mais leves e larguinhos, o modelo plissado é uma boa pedida.
Magrinhas: Apostem nas estampas maiores e nas listras horizontais. Os modelos de saia tulipa, que tem preguinhas no quadril, são uma ótima opção para da mais volume ao quadril.
- TRENCH COAT
Este é um clássico, que nunca vai sair de moda, os trenchs coats são ideais para produções mais elegantes e podem ser usados tanto como casacos, como vestidos.
Baixinhas: Escolha os de comprimento um pouco mais curto, que acabe logo abaixo do quadril e na altura das coxas.
Gordinhas: Prefiram os casacos de cortes mais retos, que fiquem na altura dos joelhos.
Magrinhas: Os acinturados, que tem um cintinho do próprio casaco, são uma boa opção para dar um pouquinho a mais de volume!
- CORES
No inverno o costume é pensar em cores neutras, escuras e looks mais monocromáticos, mas, as cores néon, vermelho, céu azul entre outras cores vibrantes vão entrar sim no catálogo de tendências, aliadas as neutras.
- ESTAMPAS
As estampas também não vão ficar de fora, vale tudo, flores, gráficos, mandalas, desenhos abstratos mas as eternas oncinhas e cobrinhas ainda são evidências.
A questão da estampa é simples, o que você quer ressaltar você coloca estampa porque vai chamar atenção e o que você quer disfarçar você coloca um pretinho básico.
Lembrando sempre de adaptar as tendências ao seu estilo e modo de viver, levando em consideração sua rotina e seu conforto.
Por Mariana Arruda Simoni, Designer de Moda e Mestranda em Design
mariana.as@uol.com.br
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LET’S ROCK
Não só para roqueiros, mas pra quem curte punk, punkrock, ska, OI!, hardcore ou outros gêneros mais undergrounds, sugiro que não percam a exposição LET’S ROCK na Oca do Ibirapuera, até dia 27/05/2012.
EU FUI E ME DIVERTI E CURTI BASTANTE!
Let´s Rock – A Exposição se propõe a fazer um mergulho nessa história do rock n’roll e proporcionar uma viagem inesquecível, relembrando bandas, artistas e movimentos que marcaram o mundo nos últimos 60 anos.
Com a colaboração de músicos, bandas, empresários, colecionadores, publicações e fotógrafos, a Hey Ho! Entretenimento reuniu material jamais exibido como roupas, fotos, instrumentos e todo tipo de memorabilia de muitos dos principais nomes do rock mundial para a exposição.
A Let’s Rock não quer dar uma aula de rock n’ roll, quer proporcionar uma experiência de imersão no estilo musical.
Toquei baixos diferentes- um de 6 cordas que eu nunca tinha nem sequer “segurado”, dancei, tirei muitas fotos, li bastante depoimentos, contato de perto com diversos materiais exclusivos de cartas bandas e a experiência foi gratificante!!!
LET’S ROCK BABY….
Um filme para PINA BAUSCH de WIM WENDERS
“Dancem, dancem: de outra forma estaremos perdidos”.
Pina Bausch
Não um documentário.
Uma experiência sensorial… ver, sentir, admirar… é assim que descrevo a obra de Wim Wenders, que não aborda a vida da coreógrafa Pina Bausch através de depoimentos dela, seu cotidiano ou relação diária com os integrantes do Wupperthal Tanztheater, companhia criada por ela em 1973.
Aborda a vida contada através de suas criações.
Pina misturou dança contemporânea, performance e teatro, criou novos padrões. Usou o corpo como discurso, para expressar, mediante movimentos minimalistas, gestos desconstruídos, repetitivos, a essência profunda e imediata de sentimentos, de elegias e tensões. Usou o corpo como tinta e pincel, para desenhar exuberantes quadros em movimento. Pina é teatro, é dança, é poesia, é escultura, é pintura…
“o que me interessa não é como as pessoas se movem, mas sim, o que as move”. Pina Bausch
Nada de linearidade cronológica, fotos de infância e depoimentos de familiares.
A presença da câmera influencia comportamentos, por isso, as gravações são isoladas e utilizadas depois como narrações over, dando a impressão de compartilhamento de pensamento e não de falas.
Simplesmente encantador envolvente.
O fato de Wim Wenders utilizar a tecnologia 3D como ferramenta ideal para dar textura original na tela às coreografias deu-se pela maneira de capturar a energia, jovialidade e vida das apresentações. O que salta nas telas é a expressão e a forma, o artista e a obra.
Ficha Técnica
Direção e Roteiro: Wim Wenders
Produção: Chris Bolzli, Claudie Ossard, Gian-Piero Ringel, Wim Wenders
Elenco: Pina Bausch Ditta Jasjfi Regina Advento Ales Cucek Ruth Amarante Dominique Mercy Damiano Ottavio Bigi Andrey Berezin Rainer Behr Jorge Puerta Daphnis Kokkinos Bénédicte BilletCristiana Morganti Fabien Prioville Jean-Laurent SasportesAzusa Seyama Julie Shanahan Michael Strecker Fernando Suels Mechthild Grossmann Malou Airaudo Nazareth Panadero Aida Vainieri
Duração: 106 min.
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MAXI COLARES
O “exagerado” mundo da moda…
Os acessórios podem transformar um look, por isso são cada vez mais indispensáveis.
Os colares fazem toda diferença para certas produções, podendo ditar o estilo e personalidade de quem os usa.
A tendência em questão são os colares maxi- grandes- que aparecem cada vez mais ousados, com misturas de tamanho, cores e formatos surpreendentes, tornando a peça escolhida o foco principal da sua produção.
O maxi colar é definitivamente um acessório poderoso, que pode mudar completamente o visual, transformando o básico em chique e estiloso rapidamente. Para não ter erro ao usar uma peça tão imponente, algumas dicas são importantes.
Comprimentos dos colares
- Gargantilha: ideal para quem tem pescoço longo;
- Colares curtos e médios: caem bem para mulheres com seios fartos, pois o colar fica acima da linha destes (na altura das axilas);
- Colares mais longos: ótimo para mulheres com seios pouco volumosos, pois o colar chama a atenção para a região do corpo em que está colocado.
Dicas de como usar
- Se é a primeira vez que você vai usar o maxi colar e está insegura com medo de “errar” na combinação, use com looks mais básicos que é certeza de sucesso. Pense no pretinho básico ou na dupla jeans+camiseta branca.
Para dar evidência aos maxi colares, prenda o cabelo com coques ou rabo de cavalo, assim a atenção será totalmente voltando ao colar.
- Se você tem seios grandes, aposte em camadas de correntes finas e compridas, para alongar a silhueta.
- Para compor um look mais ousado, aposte em maxi colares longos, que cubram os ombros de preferência.
- Para uma produção mais elegante, abuse das correntes finas entrelaçadas ou mesmo soltas.
Lembre de usar o que combina com seu estilo e com seu dia-a-dia, leve sempre em consideração o conforto e divirta-se compondo seus looks!
Por Mariana Arruda Simoni, Designer de Moda e Mestranda em Design
GUTO LACAZ
Nasceu em São Paulo, em 1948.
É arquiteto pela FAU/USP e artista plástico, mas se intitula como “artista prático” ou brincando “marginal chique”.
Recentemente deu uma entrevista à TRIP FM, onde diz que “a arte não serve para nada”, uma pessoa polêmica, né?
SOBRE ELE
Artista multimídia, desenhista, ilustrador, designer, cenógrafo e editor de arte de revistas. Sua produção transita entre o design gráfico, a criação com objetos do cotidiano e a exploração das possibilidades tecnológicas na arte, sempre tratada com humor e ironia. O artista mostra-se extremamente coerente com a variedade de lugares e situações onde apresenta seus trabalhos: de galerias e museus a teatros, espaços públicos e televisão em formatos de esculturas lúdicas, videoinstalações, multimídia, eletroperformances, projetos e instrumentos científicos.
Participou de diversos eventos, entre eles SKY ART na USP (1986), e Water Work Project, Toronto, Canadá (1978). Lecionou comunicação visual e desenho de arquitetura na Faculdade de Artes Plásticas da PUC/Campinas, em 1978-80. Foi professor do curso A Técnica e a Linguagem do Vídeo, no festival de inverno de Campos de Jordão, em 1983. Foi editor da revista Around AZ.
IMPORTÂNCIA DE SUA OBRA
Guto Lacaz é basicamente um artista plástico que, às vezes, cruza os terrenos da ciência e da tecnologia, sobretudo quando constrói as suas máquinas e aparelhos paradoxais ou absurdos, sempre inovadores, levando questionamentos.
Em suas obras e performances, Guto manipula diversos objetos e apresenta-se como uma mescla de artista-ator, inventor e mágico. Em suas instalações, transforma radical e poeticamente as funções dos objetos do dia-a-dia, chegando a tangenciar o insólito – questões que podem ser observadas na obra exposta: O Nabo (2001).
O trabalho de Lacaz é a experiência mais negativa que se conheçe no Brasil (negativa no sentido de portadora de uma negação) em relação a toda a religião da produtividade que embasa as sociedades industriais. O que quer Lacaz é justamente transformar em jogo gratuito a função produtiva da tecnologia, de modo a demonstrar que o trabalho artístico depende muito pouco dos valores da produção e progride sempre na direção contrária à da tecnocracia. A tese que parece sustentar o seu trabalho é a de que a arte independe de qualquer teleologia; ela é o que é, esse enigma inesgotável, entre outras coisas porque lhe faltam finalidades. Ao fluxo quantitativo das mensagens utilitárias e confortantes que trafegam diariamente nos canais majoritários da mídia, a arte responde com a incerteza, a indeterminação e, acima de tudo, com um humor que corrói tudo.
Definição do artista sobre arte:
PARALELOS E PONTOS IMPORTANTES…
Guto Lacaz já se cansou de ouvir que sua obra se inspira em Duchamp – de quem, aliás, ele nunca tinha ouvido falar até que começasse a ser objeto de análise por parte da crítica. Guto Lacaz não liga a mínima e continua desmontando rádios, carrinhos, liquidificadores, toca-discos e relógios como uma criança xereta que foi – e é -, para depois combinar partes de uma coisa com outra e produzir um objeto que ninguém saberá dizer para o que serve, exceto despertar um largo e inevitável sorriso. A diferença é que, enquanto uma criança costuma ganhar apenas um puxão de orelhas por sua exibição de criatividade, os objetos inventados por Guto Lacaz vão para as galerias de arte ao preço mínimo, estipulado por seu marchand, João Sattaamini, de 1.000 dólares – e acabam lhe rendendo o dinheiro dos compradores, a admiração dos colegas e o reconhecimento dos entendidos. Guto Lacaz, no entanto, continua achando de si próprio o que sempre achou.
“Não sou um artista plástico, mas sim prático. Sou um biscateiro, um sujeito do tipo que bate prego, pinta prateleira ou desencapa fios”.
O resultado disso é que seu ateliê ficaria melhor descrito como um misto de ferro-velho com a oficina do Professor Pardal, o excêntrico e genial cientista de Walt Disney com que Guto é freqüentemente comparado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://www.macvirtual.usp.br/mac/arquivo/noticia/GutoLacaz/GutoLacaz.asp
http://www.gutolacaz.com.br/artes/instalacoes.html
DICA DE LEITURA: ALÉM DAS FORMAS: introdução ao pensamento contemporâneo no design, nas artes e na arquitetura.
ALÉM DAS FORMAS: introdução ao pensamento contemporâneo no design, nas artes e na arquitetura, de Carlos Zibel Costa- editora ANNABLUME.
Como mestranda em design, a necessidade de esclarecimento e busca por novos repertórios e respostas para inquietações- acredito eu- que se dê por meio da leitura.
Estou lendo este livro e estou gostando da linha de desenvolvimento do autor- com as inúmeras citações e diálogos bastantes “didáticos”.
O livro apresenta novos olhares e parâmetros sobre perspectivas em torno dos movimentos (moderno, pós-moderno e contemporâneo), assim como levanta discussões sobre modernismo e modernidade.
Dos acontecimentos no contexto social e cultural que antecede e permeia os movimentos do modernismo (e sua ideia de “novidade”) ao pós-modernismo, que se “desenvolve e evoluiu” acarretando no “contemporâneo”.
O livro é divide em quatro capítulos:
Capitulo I- “Para entender a cultura e o período contemporâneo”, traçando acontecimentos nos períodos históricos como fatos que marcaram a transição do modernismo para o pós-modernismo e deste para o atual “contemporâneo.
Capitulo II- “Sobre o Pós-Estruturalismo”, abordando a compreensão a partir de jogos de força e a maneira de como se estabelece “a verdade absoluta” e como ela é quebrada.
Aqui também se discutem contextos de intertextualidade, da crítica cultural e da quebra de fronteiras, rupturas.
Capitulo III- “Outros conceitos contemporâneos de interesse”, discute oito expressões recorrentes durante a virada dos séculos 20 para o 21: complexidade, rede, rizoma, híbrido, virtual, sustentável, dobra e afetividade.
Capitulo IV- “Três ensaios críticos”:
1. Tela
2. Objeto
3. Projeto- tomemos este último para análise por sua importância interdisciplinar, em que arquitetura, design e artes cada vez mais se encontram .
É obvio que aqui eu só busco instigar o leitor- você- a buscar esse livro ou este assunto e ir além… quanto mais se sabe, mas sabemos que nada sabemos, algo assim?
Eu particularmente estou amando este livro e acredito que quem se interessa por essas questões também vai gostar.
Fica aqui a dica!
Mariana Arruda Simoni
mariana.as@uol.com.br
www.pencefundamental.com.br
Tendência Outono/Inverno 2012
Eu sei que com o calor que anda fazendo nesses últimos dias fica difícil pensar em outono/inverno, até porque, no Brasil este período não é tão rigoroso, mas, o trabalho de um profissional de moda é sempre estar atenta e antecipar as tendências, por isso hoje, falaremos sobre as apostas para outono/inverno 2012.
A maioria das referências vem de desfiles europeus, então o trabalho que temos é de ver quais as peças usáveis para o público brasileiro e o clima e as peças selecionadas, que estarão em alta são:
• Conjuntos de alfaiataria ganham destaque nesta estação- os terninhos continuarão em alta;
• As calças mais soltinhas, com cintura marcada;
• Saias retas ou de pregas com comprimento acima do joelho;

• Camisas brancas- clássico- que NUNCA sai de moda;

• Os vestidos continuam firme nesta temporada, destaque para a modelagem do vestido trapézio mais reto na altura do joelho, mas os vestidos longos também aparecem, mais fluídos com estética minimalista e caimento leve;

• Jaquetas esportivas com zíper central, capuz e bolso criam um look despojado e divertido;
• Jaquetas de couro também continuam em alta- lembrando que não precisam ser de couro legítimo, devemos levar em consideração a ética com os animais e preferir couro sintético- mais econômico e mais sustentável.
• Casaco: o bom e velho trench coat;
A estampa para a estação é a padronagem xadrez tweed e tons sóbrios estarão em alta;
O negocio é achar o que tem sua cara e ousar, experimentar novas peças, novos caimentos até se encontrar. Encontrar seu estilo próprio não é uma tarefa fácil e sim um exercício diário.
Boa sorte!
Por Mariana Arruda Simoni, designer e consultora de moda
mariana.as@uol.com.br
www.pencefundamental.com.br
Oi,
Essa semana comecei meu MESTRADO em DESIGN na ANHEMBI MORUMBI. O curso tem duração de dois anos e logo no primeiro dia percebi que esses dois anos serão bem cansativos, com MUITAS leituras, pesquisas, entusiasmo e escrita.
O tema em que quero discorrer no mestrado é sobre o CAOS NO PROCESSO CRIATIVO, e apontar que não existe formula nem regra para se criar, cada cabeça funciona de uma maneira e cada pessoa tem o seu caminho- muitas vezes louco- para se chegar ao produto.
Para pautar minha pesquisa, busco um artista- ainda não sei a área exata: moda, filme, livros, pinturas, esculturas- que eu tenha uma facilidade de me aproximar para poder acompanhar a loucura do processo criativo e escrever, registrar tudo e como que se passa essa “loucura” na cabeça de um individuo.
Mas hoje não é o que eu quero comentar, comentamos ontem na aula sobre grandes designers, nomes muito comuns em nosso meio acadêmico, aí fiquei pensando que seria interessante eu colocar um pouco de cada grande estilista pra vocês conhecerem.
Selecionei alguns nomes e um POUQUINHO de cada um. Vale a pena fazer uma boa e mais detalhada pesquisa com o que vocês mais se identificarem. Vamos lá? Aos poucos vou postando sobre mais designers.
AZZEDINE ALAIA

É considerado o mestre de silhueta. Nasceu na Tunísia, e se mudou para a capital francesa na década de 50.
Nessa época, com a guerra fria em andamento, as roupas estavam sendo confeccionadas bem masculinas, quase assexuadas: as mulheres ocupavam cada vez mais espaço no mercado de trabalho e queriam usar “roupas de menino” pra demonstrar todo o poder que adquiriam. Por isso, Alaia decidiu prestar atenção nas formas do corpo feminino, e com suas criações devolveu ao mundo a silhueta do tipo ampulheta.
Já na década de 80 o estilista se tornou um arquiteto da moda, com coleções de roupas super justas, sensuais e ousadas, cheias de vestidos com costas de fora, corsets e cinturões: roupas que literalmente moldavam o corpo.
Hoje a marca dele não participa de semanas de moda (Alaia acredita que o ritmo alucinado dos ciclos de moda prejudicam sua criatividade), mas o estilista produz raras coleções, com tiragens mega limitadas e alguns vestidos sob medida, feitos por encomenda.
REI KAWAKUBO

Nasceu em 1942 em Tokyo. Estudou filosofia, arte e literatura, formação determinante para a proposta conceitual de suas peças.
Lançou sua própria marca em Tokyo, Comme des Garçons, altamente influenciada pelo seu gosto em arte. Nos anos 80, apresentou seus trabalhos em Paris toda vez que teve oportunidade, organizando desfiles sempre criticados por seu profundo distanciamento das tendências em voga: ela adora as rupturas e a originalidade. Mas ela teve, mesmo assim, grande sucesso e abriu uma loja em Paris em 1982.

Rei é reservada e não gosta nem um pouco de falar com a imprensa. Por outro lado, adora colocar em evidência jovens artistas e criadores pouco conhecidos, apresentados em suas lojas conceituais, como a de Tokyo e Londres. Ela está hoje à frente de um dos raros grandes grupos da moda ainda independentes.
As construções da estilista são esculturais, voltando-se mais para a estrutura do que para a superfície.
Curiosidades: nos anos 70, Rei abriu uma loja sem nenhum espelho, alegando que queria que seus consumidores sentissem a roupa- sensações- e não levassem em consideração somente a estética.
HUSSEIN CHALAYAN
Liderando na vanguarda da moda contemporânea e sendo conhecido pela utilização de materiais tecnológicos inovadores, como roupas com chips, néons e lasers, assim como pela sua capacidade de transformar mobílias e peças inovadoras em artigos de vestuário.
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Curiosidade: Em uma das suas coleções da faculdade, Hussein Chalayan enterrou tecidos e depois de um ano os desenterrou a fim de mostrar a passagem do tempo.
Depois posto sobre mais designers de moda!
Beijos a todos!
Por Mariana Arruda Simoni, designer e consultora de moda
mariana.as@uol.com.br
www.pencefundamental.com.br

































