Moda e Sociedade

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O século XIX é considerado o século da Moda devido ao progresso da indústria têxtil, desenvolvimento do mercado de roupas prontas, o declínio do comércio de roupas usadas e o surgimento de novos magazines. Tudo graças à melhoria do nível de vida da população.

Também se produziu diversos discursos sobre a moda, em periódicos, jornais femininos, obras literárias, etc.

Entre os primeiros sociólogos a pensarem a Moda, destacam-se:

HEBERT SPENCER

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Para ele, a moda tem por base a IMITAÇÃO e DISTINÇÃO. Para a imitação ocorre dois momentos: o respeito inspirado por aquele que se imita ou o desejo de se afirmar igualdade.

A mudança da moda, se dá através das classes inferiores (em busca de respeitabilidade social) copiarem os modos de ser e parecer das classes superiores, que para manterem a distinção são obrigadas a modificarem ou criarem novas modas.

GABRIEL TARDE

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Pra ele, “Moda é essencialmente uma relação entre os seres, um laço social caracterizado pela imitação dos contemporâneos e pelo amor das novidades estrangeiras. Ela deve ser entendida como uma forma geral da sociabilidade, presentes em todas as èpocas e em todas as civilizações“.

Isso ocorre em sociedades que estimam as novidades mais que os costumes, portanto, a moda não é uma invenção do Ocidente, mas está colocada desde a Antiguidade.

Diferencia COSTUME de MODA e divide-os em “eras”:

“Eras de COSTUME”: prestígio à Antiguidade e imitação dos ancestrais, valor maior ao país.

“Eras de MODA”: Culto às novidades, “o que é novo é bom”, imitação dos modelos presentes e estrangeiros, sociedade mais fiel ao tempo.

THORSTEIN VEBLER

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Sua definição de moda é “formas nocivas de consumismo e que suas constantes mudanças se explicariam pelo desejo eternamente frustrado de se escapar da feiúra dos estilos irracionalmente impostos“.

Expressão mais que perfeita de CONSUMO CONSPÍCUO, onde classe superiores (em busca de honra e prestígio) exibiam luxo e adotavam as novidades do vestuário e ornamentação pessoal.

O vestuário da moda significava, para ele, a Insígnia do Ócio, o poder de distinguir a posição social do portador.

GEORG SIMMEL

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Ve a relação entre a vida nas cidades, o individualismo e o desenvolvimento da moda nas eras da indústria.

Levava em consideração a imitação e distinção para compreender a participação do indivíduo nos circulos sociais formados nas grandes cidades.

As Grandes Cidades eram espaços privilegiados para o desenvolvimento da moda pois acentuavam a individualidade e o fácil progresso das classes inferiores ao acesso à bens de consumo.

No ínicio do século XX, os Antopólogos voltaram-se para a função dos trajes e os Psicológos procuraram compreender o papel da roupa como linguagem do corpo.

Um antropológo vê que a moda veste e dá valor à estética corporal, mas não é a vestimenta nem a parência que ela se liga e sim, aos seus símbolos.

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