“Anarquia” na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

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“Anarquia” na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

mulher anarquista

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na sua 33ª edição, selecionou 424 filmes de vários países para serem exibidos, de 23 de
outubro à 5 de novembro de 2009, em diversas salas da cidade.

Desta vez o festival traz dois filmes “anarquistas”: A Mulher do Anarquista (Die Frau Des Aanarchisten) – 2008 – Alemanha, Espanha, França; e Louise Michel, A Rebelde (Louise Michel) – 2009 – França.

Os filmes serão exibidos nos dias 30 e 31 de outubro e 01 e 05 de novembro. Confira os horários e locais aqui: http://www.mostra.org

Para saber mais sobre os filmes:

A Mulher do Anarquista

Mais de um milhão de pessoas perderam a vida na Guerra Civil Espanhola, dois milhões tornaram-se prisioneiros e meio milhão foram expulsas da Espanha. Durante esses angustiantes anos entre o golpismo de Franco e o fim da 2ª Guerra, passa-se a história de uma jovem e seu eterno amor. O advogado Justo Calderón, brilhante republicano, luta contra Franco tanto nas trincheiras quanto no rádio como a “Voz da Revolução”. Sua elegante e jovem esposa Manuela é mimada, apolítica, mas uma amorosa mãe para a filha Paloma, e muito apaixonada por seu marido. A jovem família sofre os horrores da Guerra Civil, toda a dor da traição, o confinamento, a tortura e as angústias da separação.
Quando as tropas de Franco vencem, Manuela perde contato com Justo. Sozinha, sem dinheiro, ela e Paloma lutam para sobreviver. Mas Manuela não perde as esperanças de reencontrar Justo um dia. Na sua incansável busca pelo marido, ela vê uma foto num artigo de uma revista sobre prisioneiros num antigo campo de concentração e se convence que é ali que Justo está. Agora, sua busca tem uma nova urgência.

Veja abaixo, o trailer do filme:

 

Louise Michel, A Rebelde

Louise Michel é uma francesa revoltosa da Comuna de Paris. Embora todos saibam seu nome, ninguém sabe quem ela é. Condenada por ter combatido as tropas de Bismark, depois de um tempo na prisão Rochefort, ela é enviada como milhares de revolucionários para a
distante Nouméa, na Nova Caledônia, enquanto em Paris o jovem George Clémenceau tenta obter anistia para todos os comunas. Professora,
amiga do famoso Victor Hugo, torna-se em Nouméa uma resistente admirada por todos os homens. Ela não só anima suas companheiras de prisão como também faz amigos entre os nativos da ilha, conhecidos como Kanaks. Ensina-lhes francês, aprende os seus costumes e fica ao
lado deles quando se levantam contra a autoridade colonial. Sua anarquia não é uma ideologia, mas uma atitude moral. Ela conclui a detenção lecionando numa escola que reúne na mesma sala crianças Kanaks e outras etnias.

Pra quem se interessa, é uma otima oportunidade!

Não percam!

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