Casa de Criadores Inverno 2010

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Oi gente,

Ontem (24 de novembro) fui a Palestras e Debates na Pinacoteca (projeto novo, quem quiser conferir: http://www.novodnovo.wordpress.com).

14h30 à 15h30- Palestra “Pesquisando o Futuro: novos laboratórios de tendências”, por Sabina Deweik, que representa no Brasil há 20 anos o Future Concept Lab, instituto de pesquisa de tendências de consumo e consultoria estratégica.

A palestra durou mais de uma hora e nela foram discutidos métodos de pesquisa de tendências e como o profissional desta área, o cool-hunting, atua na pesquisa de moda.

Rolou um coffe-break no intervalo e em seguida começou o debate:

Debate “Crítica da Crítica”, por: Alcino Leite Neto, Carolina Vasone, Lula Rodrigues, Maria Prata e Ricardo Oliveros e Lilian Pacce como moderadora.

O debate foi muito produtivo. Discutimos o papel do critico de moda e seus veículos de informação (blog, jornais, revistas), enfatizando a diferença da liberdade entre escrever para jornal e revista.

Falamos também sobre o trabalho da “critica de moda” e sobre a reação (positiva ou negativa) que um texto pode ocasionar, desde barragens em desfiles até alguns casos de estilistas virarem a cara para o critico.

Hoje, dia 25 de novembro, acabei de chegar dos desfiles da Casa de Criadores no Shopping Frei Caneca. Infelizmente não pude comparecer ao Circuito Palestra + Debates, pois estou fazendo o editorial de moda da minha coleção (em breve posto pra vocês), mas hoje rolou:

14h30 à 15h30 Palestra “Crise: material reciclado?”, por Geni Ribeiro. Uma análise sobre a moda em tempos de crise mundial.

16h00 à 17h30 Debate “Caos por m2”, por: Rita Wainer, Thiago Ferraz, Ricardo dos Anjos, Cássia Ávila e Paulo Reis e Mercedes Tristão como moderadora.

Sobre os desfiles de hoje:

João Pimenta


Com inspiração no universo cowboy, João Pimenta abriu os desfiles com uma coleção que contrastava a brutalidade com a feminilidade.

As peças apareceram em tons de terra (marrom árido), no primeiro momento do desfile os modelos usaram espécie de vestidos, casacos longos e marcados na cintura, vestidos na verdade. No final do desfile apareceram macaquinhos colados ao corpo.

Milena Hamaní


Inspirada na sensualidade e inocência, a estilista Milena Hamaní trouxe para a passarela uma coleção com profundidade nas obras do pintor e artista plástico Toulose Lautrec, sensual sem ser vulgar.

Os volumes eram fluídos e bastante concentrados e os acessórios em fio de ouro com pedras, além do make super expressivo.

Destaque para os babados feitos de tricô.

Ronaldo Silvestre


Com referência ao ano 1876, o estilista Ronaldo extraiu dois ícones: a cortesã e suposta espiã Mata Hari e o perfume, que leva o nome do ano, 1876.

As inspirações em tecidos resultaram em adamascados, veludos e xadrez plastificado, em relação as estampas: florais em tecidos leves e esvoaçantes.

Destaque para os casacos cheios de recortes e zíperes, além das golas estruturadas e com modelagem incrível.

No Hay Banda


O trio de estilistas Claudia Mine, Bruna Santini e Juliana Magro, da marca No Hay Banda trouxe para a temporada inverno 2010 uma coleção com referencia ao bicho da seda e a importância dele para o cenário da moda.

Da forma mais simples como o casulo, elas desconstruíram roupas e criaram modelagens e volumes próprios, além de texturas e contrapontos do inverno, como tricôs e crochês (participação da Señorita Galante).

Tudo com um toque clássico de rock.

foto retirada do site: http://casadecriadores.com.br/

R. Rosner


Com inspiração em sua avó, Lili, Rodrigo Rosner mostrou uma coleção com referencia à elegância refinada de sua avó, que neste ano completaria 100 anos.

Algumas peças remetiam à modelagem e corte dos anos 20 e 30, além de tecidos adamascados com bordados metálicos e muita transparência.

Algumas peças me lembraram muito Alexander McQueen.

foto retirada do site: http://casadecriadores.com.br/

Urussaí


Encerrando a noite, a marca Urrusaí trouxe para a passarela o universo das tatuadas. no inicio do desfile, uma modelo entra toda de dourado com as costas nua, mostrando sua tatuagem oriental, ela está com o cabelo preso e um aplique (gigante) de trança que ela carrega no colo. No fim da passarela havia uma mesa (repreentando uma penteadeira) com um espelho de mão onde a modelo ficou o desfile todo sentada se olhando no espelho. ao final do desfile ela levantou e caminhou arrastando a trança.

A coleção apresentou influencia oriental, sejam nas cores, texturas e modelagens inspiradas nas lolitas da Yakuza.

foto retirada do site: http://casadecriadores.com.br/

 

por

Mariana Arruda

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