Exposição Andy Warhol, Mr. America

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A Pinacoteca do Estado de São Paulo inaugurou, na Estação Pinacoteca, a exposição Andy Warhol, Mr. America, que foi organizada em colaboração com The Andy Warhol Museum, em Pittsburgh (Estados Unidos).

A mostra acompanha um catálogo bilíngüe (português e inglês), com reprodução das obras exibidas e textos do curador da mostra, além de pinturas, gravuras, fotografias, filmes e instalações do artista.

A exibição mostrou filmes produzidos por Andy Warhol em seu próprio estúdio, The Factory, que são exibidos do decorrer da exposição. Esses filmes dão ênfase aos temas abordados por Warhol, pois apresentam os mesmos assuntos de suas obras: poder, alienação, sexo, morte, beleza, critica ao consumo, além da ironia em suas construções.

A exposição mostra uma faceta crítica que não costuma ser atribuída ao pop. Os temas de suas obras falam sobre política, cultura popular norte-americana, além de suas críticas a sociedade narcisista e do consumo padronizado do pós-guerra.

É considerado um artista contemporâneo porque mesmo nos dias de hoje suas obras se apresentam à frente do nosso tempo, tanto que em uma das frases do curador da exposição, Philip Larratt-Smith, ele cita que “Warhol já trabalhava com computadores nos anos 80, sempre estava procurando pela próxima onda. Ele teria descoberto a importância da internet antes que qualquer um”, isso explica o caráter de contemporaneidade que suas obras apresentam até hoje.

Andy Warhol é conhecido como um dos principais nomes da pop art e se tornou um dos artistas comerciais mais importantes da década de 50.

O pop art surgiu nos anos 50 e teve seu auge na década de 60. Este movimento se
caracteriza pela apropriação de imagens do universo do consumo (como por exemplo embalagens de produtos) e da cultura de massa- televisão, cinema, revistas, quadrinhos e propaganda- como tema de suas obras, fazendo uma critica a industria (consumismo) e a influência que ela faz na vida das pessoas.

Uma das características de suas obras deu-se ao fato de ele utilizar diferentes meios de reprodução mecânica, eliminando a distinção entre fotografia e pintura, além de usar a imagem seriada para transformar produtos de consumo diário, revelando o glamour banal que a reprodução ilimitada confere as imagens.

Assim, quem observa superficialmente as obras de Andy Warhol apenas fica seduzido pelas cores fortes, porém, quem as analisa junto com a vida e o movimento a que ele pertenceu, descobre o verdadeiro retrato da América, um retrato sem tantas cores e sedução.

Andy Warhol morreu em 1987, após uma cirurgia da vesícula biliar.

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