A luta continua

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Hoje vou compartilhar com vocês um dos assuntos que eu dedico mais tempo (em leitura, ouvindo músicas), raiva, tristeza, vontade de lutar e sede de vingança.

Minha banda preferida chama-se Attaque 77 (pelas letras e conteúdos), é uma banda argentina. Além de ser minha banda preferida, eles também levam o posto de melhor musica na minha opinião- eu choro toda vez que a escuto.

Ontem, antes de dormir eu fiquei ouvindo esta música, ouvi umas 7 vezes- creio eu- e decidi dividir com vocês e falar um pouco sobre isso.

A música chama-se Canción Inútil

Tantos años y el tiempo no borró el instante,

esa tarde en la seccional.

Aquellos tipos parecía que jugaban con tu madre,

que lloraba desconsolada:”Van dos meses que no lo vuelto a ver

y estos hijos de puta dicen: ¡ habrá Algo a hecho!”.

Aunque eras muy pequeño entonces, lo supiste igual.

Hijo y sangre de un desaparecido,

en la calle pide a gritos: juicio y castigo.

Tinta y roja, escrache en la pared,

y los gases, las corridas y enfrentamientos.

Escucha, piensa, piensa, escucha y dice que

“no es venganza, es instinto sin razonamiento,

la causa mueve al sentimiento

y esto empieza a causar todo lo que siento

para ser adolescente siempre, que es como vencer.

Ya es bastante por hoy.

Va a ser mejor que me calle y aprender del silencio,

reconocer que fuimos cómplices también de ese indulto

nuestra pasiva indecisión

y, aunque la vida nadie nos va a devolver,

prevenir es curar y luchar es remedio.

Al fin y al cabo es más sincero que esta inútil canción,

que es todo lo que tengo para ser adolescente siempre, que es como vencer

 

Essa música retrata um pouco da angustia, sofrimento, raiva e da luta das “Madres de la Plaza de Mayo”, que mergulharam de cabeça literalmente no verbo LUTAR, quando seus filhos, netos e ativistas começaram a “desaparecer” porque brigavam contra a ditadura na Argentina.

Elas eram donas de casa, se ocupavam dos afazeres do lar e, em sua grande maioria, não compreendiam em profundidade o motivo da luta de seus filhos. Iam à delegacia e não obtinham respostas… na igreja, ouviam dos padres que eram seus filhos e netos os próprios culpados pelos desaparecimentos.

As ausências foram ficando cada vez mais constantes, mais filhos sumiam, mais mães choravam.

Se aprofundando no assunto…

No dia 26 de abril de 1976, sábado, as mães se uniram para chorarem juntas na Plaza de Mayo (centro de Buenos Aires). Os filhos deixaram de pertencer a apenas uma mãe, a maternidade foi socializada.

Como era proibida a concentração de pessoas, ato passível de prisão – lembrando que o país estava sob uma ditadura – a polícia as dispersou. As mães se foram, mas retornaram numa quinta-feira. Já que não podiam ficar paradas, começaram a circular em torno da praça. Inacreditavelmente, essa manifestação circular perdura até os dias de hoje. Toda quinta-feira as mães se reunem e circulam…

Não existe, por parte delas, a esperança de reencontrarem seus filhos e netos com vida. O que há é o espírito de luta por justiça.

O fato é que não devemos deixar esta memória ser apagada. A continuidade da luta dos que se foram, deve ser retomada pelas novas gerações e um passo importante para isso, tem a ver com a luta pela abertura dos Arquivos Militares e pelo julgamento de todos os envolvidos.

Hoje em dia…



Continuam firmes e fortes. As Mães da Praça de Maio realizaram nesta quinta-feira (18/11/2010) a 1700ª marcha em protesto por seus filhos desaparecidos durante a ditadura militar argentina (1976-1983), como fazem todas as semanas, desde o auge da repressão até o período democrático.

Todas as quintas-feiras, pontualmente, às três e meia da tarde, ali estavam elas, persistentes e a postos, levando a mensagem “aparição com vida dos desaparecidos” bordada nos panos brancos que sempre amarram na cabeça e cobrem os cabelos da mesma cor, para iniciar a volta na pirâmide localizada no centro da praça, em frente à sede do governo.

Referências de texto e fotos:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-luta-sem-fim-das-maes-da-plaza-de-mayo http://www.latinoamericano.jor.br/artigo_madres_de_mayo.html

http://operamundi.uol.com.br/noticias/MAES+DA+PRACA+DE+MAIO+MARCHARAM+PELA+1700+VEZ+POR+SEUS+FILHOS+DESAPARECIDOS_7677.shtml

 

No es una Canción Inútil…

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