Dica de filme: OS NOMES DO AMOR

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Filme difícil de se classificar, a força do filme não está nem no humor, nem no romance e sim no pano de fundo- aborda assuntos sérios somo política, racismo, direita, abusos, nazismo, holocausto, crises de família, esquerda, liberdade, sexo, religião, libertário-  um roteiro afiado, o longa conta a história de Arthur Martin (Jacques Gamblin), um francês tradicional que um dia encontra Bahia Benmahmoud (Sara Forestier), uma jovem de esquerda, tão comprometida com seus ideais que desenvolve o costume de fazer sexo com pessoas de ideologias radicais para convertê-las à sua visão.

Deixando de lado qualquer dose de puritanismo, algo muito visto nas produções hollywoodianas, o filme usa o sexo não apenas como elemento de sua história, mas também como desvio cômico para a abordagem romântica.

Arthur e Bahia trazem a tradicional história dos opostos que se atraem, sendo ele judeu e ela de origem palestina. Mas a produção não perde tempo tentando catalogá-los ou recheá-los de estereótipos. Toda a força do filme está no fato dos personagens serem bem desenvolvidos e também por passarem por uma espécie de auto-análise constante. A personalidade do casal é mais importante do que as situações vividas e isso, por mais básico que pareça, é raro no cinema.

Dirigido por Michel Leclerc, que também assina o roteiro ao lado de Baya Kasmi.

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