“O Universo da Moda: da rua às estrelas”

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Olá,

Devido a falta de tempo, só consegui escrever hoje sobre uma exposição que consegui ir em Madri que reuniu 110 modelos de alta costura e prêt à porter desenhados por Jean Paul Gaultier, em comemoração os 35 anos de carreira do estilista,“O Universo da Moda: da rua às estrelas” é temática e não cronológica e trata do processo criativo de Gaultier.

Peguei o último dia da mostra, dia 06 de janeiro de 2013 na Fundação Mapfre. A tour da exposição consistia em peças da autoria do estilista, fotos de sua infância, croquis dos figurinos da turnê Blond Ambition (1989-90) de Madonna e registros de desenvolvimento criativo, peças icônicas que já foram desfiladas e trabalhos do estilista em parceria com o cineasta Pedro Almodóvar no filme “A Pele em que Habito”.

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Dividido por salas/sessões:

  • LA ODISEA DE JEAN PAUL GAULTIER

Uma boa introdução ao mundo do criador através de uma intersecção de temas caros ao designer: as inúmeras releituras do estilo navy, sereias e o recente desfile das “virgens”: quando entramos, elas estão todas cantando para nos receber e o “manequim” de Gaultier comenta a respeito, divagando consigo mesmo.

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  • EL TOCADOR

Nesta parte, concentram-se os espartilhos e a paixão do designer por eles, remete às suas memórias de infância e nos apresenta sua avó que o introduziu desde muito cedo à televisão, e ao filme “Falbalas (1944)”, que marcou por demais sua história.

Jean Paul costumava explorar o armário da avó, onde encontrava corsets do início do século XX e cintas e corpetes dos anos 40. Aos poucos ele se tornava fascinado por estes elementos.

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Jean Paul Gaultier nunca acreditou no “mito do sexo frágil”, ele pode ser considerado como um dos responsáveis pelo novo sentido dado aos signos de confinamento do corpo feminino. Seus vestidos-corset, bustos em cone e o próprio espartilho tornaram-se símbolo de poder e sensualidade entre as mulheres da contemporaneidade.

  • A FLOR DE PIEL

O estilista descreve a pele como a primeira roupa e fonte incessante de inspiração. Alguns vestidos simulam a nudez de forma quase teatral.

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Destaque para as peças que simulam “a falta de pele” exibindo toda a musculatura do corpo humano de forma perfeita e a roupa de esqueleto preto e brilhante.

  • PUNK CANCÁN

Apesar de nascido nos arredores de Paris, Jean Paul Gaultier nutre um amor por duas capitais européias: Paris e Londres. Nesta seção, suas criações se dividem e se mesclam muitas vezes entre a Paris boêmia e a atitude Punk da Trafalgar Square londrina dos anos 70 e 80. Esta foi a sessão que eu mais gostei!

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  • JUNGLA URBANA

Nesta parte estão presentes as diferentes influências de uma sociedade multicultural, que se reconhece misturada em uma verdadeira “selva urbana” nas grandes metrópoles dos dias de hoje. Gaultier cria um vocabulário próprio e mistura etnias de forma magistral: árabes, beduínos, gueixas, rabinos, africanos, chineses, flamencos, ícones russos, marajás e muito mais. Dessa forma, ele inventa novas estéticas e revoluciona os sentidos e referências da alta-costura.

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  • METRÓPOLI

Influenciado no final de 1970 pelo New Wave, temos, nesta época suas realizações mais futuristas, com incursões no mundo high‐tech e ficção científica. O costureiro é o primeiro a introduzir materiais até então avessos à moda: couro sintético, lycra, neoprene de couro, tecidos 3D e roupas infláveis.

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  • JEAN PAUL GAULTIER & PEDRO ALMODÓVAR.

Aqui encontram os registros do desenvolvimento criativo do estilista na produção dos figurinos do filme “A pele em que habito”.

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 O site oficial do evento oferece aos internautas um pequeno tour virtual, vale a pena conferir:

http://www.exposicionesmapfrearte.com/jpg/index.html

O destaque, na minha opinião, além das peças divinas e impecáveis- são as projeções holográficas focalizadas nos rostos dos manequins, que falavam e interagiam incluindo o manequim do próprio estilista.

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Fiquei muito feliz de conseguir ter ido e vivenciado esta experiência!

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  1. Pingback: VIAJANDO PRA MADRID | Pence • Fundamental

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