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Coleção Inverno 2010 “Coisas que nem todo mundo vê…”

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Oi gente, ontem apresentei meu INTER (Projeto Interdisciplinar IV) para a banca de professores e ouvintes, foi maravilhoso.

O tema proposto para esse semestre foi “O Design de Moda e a Cultura Brasileira” com base na obra “O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro, que fala do processo de construção da cultura brasileira a partir de “Encontros e Desencontros” das matrizes Afro, Lusa e Tupi.

Com sub-tema escolhemos (eu e meu grupo) Encontros e Desencontros, porém ainda muito abrangente. Como o sub-tema ainda era muito abrangente, buscamos um foco, partindo do momento em que ocorreram essas primeiras interações entre as matrizes: o litoral sul paulista, mas especificamente Itanháem, pelo caráter histórico e fácil acesso, possibilitando uma pesquisa de campo.

Fui inúmeras vezes à Itanhaém buscar um objeto especifico capaz de sintetizar tal analise. Eu tinha em mente buscar algo próximo ao local onde as águas do mar se encontram a do rio, fazendo um paralelo com o encontro/desencontro das matrizes. E foi quando, indo para a trilha Morro do Sapucaitava (que dá acesso à praia) que encontrei esse objeto:

Um monumento em homenagem a cidade de Itanhaém no período em que ela foi Cabeça de Capitania (1616 à 1706). O monumento apresenta 3 pontos principais: o padre Anchieta, o Brasão da Cidade e a história em azulejos.

Tudo parecia caminhar bem, foi então que a tia da Ana (integrante do grupo) nos chamou para participar do 1º Encontro de ESTILO, ELEGÂNCIA E EQUILIBRIO, sobre moda inclusiva para deficientes visuais. Foi aí que depois dessa experiência, decidimos trabalhar com essas necessidades.

O foco do trabalho não seria mais o objeto e sim a percepção/não percepção das pessoas que passam pela trilha e não enxergam o objeto, não só objeto mais as pessoas a sua volta, vestígios deixados pela formação e interação da cultura, por isso o titulo: “Coisas que nem todo mundo vê…”.

O nosso objetivo e desafio foi tornar visível e palpável os atributos de cada peça, levando em consideração as necessidades, como por exemplo: TODA nossa apresentação foi gravada em áudio-descrição e durante a apresentação vendamos os professores para que eles pudessem partir do mesmo ponto que partimos para o processo criativo, além do que todas as peças apresentaram uma etiqueta em Braille e à tinta.

Esse foi o resultado:

Por

Mariana Arruda

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Diferentes Percepções

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Depois que eu participei do 1º encontro de ESTILO, ELEGÂNCIA E EQUILIBRIO: um olhar inclusivo sobre a moda (realizado pela Fundação Dorina Nowill para cegos), onde conheci pessoas maravilhosas e me inseri no universo dessas pessoas, eu tenho focado meu olhar para as necessidades e percepções de uma pessoa com deficiência visual.

Tento ajudar a achar soluções que a moda pode proporcionar a estas pessoas. Penso em como poder transmitir uma cor para alguém que nunca enxergou uma cor. Por meio de sensações que as cores refletem? Etiquetas em Braille? Atendimento personalizado?

Pensando e refletindo sobre esse assunto, encontrei um filme/documentário que aborda os temas que fazem parte da percepção, acho que vale a pena assistir.

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Com direção de Walter Carvalho e João Jardim, escrito por José Saramago, “A Janela da Alma” é um filme, em gênero de documentário, que discute o processo de percepção do mundo, e a maneira que os fatos se dão, não apenas através da visão. O filme apresenta dezenove depoimentos, todos os entrevistados apresentam algum problema visual, que vai desde a miopia à cegueira.

O filme oferece uma profunda reflexão sobre o olhar, e como ele se relaciona com a percepção dos fatos, mostrando que muitas vezes, somente enxergar não garante a real percepção das coisas, e que existem elementos que podem complementar a percepção.

Os depoentes também falam da sua experiência de vida no convívio com a deficiência, mostrando como eles e suas famílias se adaptaram a isso.

Assista uma parte do filme/documentário:

Outro ponto que chama atenção no documentário é a participação do fotógrafo Eugen Bavcar, que também é cego, mas que, no entanto, consegue fazer belas fotos com o auxilio do tato, da imaginação e da audição. Ele chegou a se guiar pelo som, fazendo fotos em movimento, mostrando como a audição é uma outra forma de ajudar a sentir e perceber o mundo.

O escritor José Saramago fala que se enxergássemos tal como as águias, também sofreríamos porque enxergaríamos muito além do nosso olhar, e provavelmente também teríamos problemas com a percepção.

Fala ainda que somos todos cegos, cegos por nos termos tornado seres egoístas, transformando o mundo cheio de desigualdades, de sofrimentos sem justificação e conclui dizendo que devemos olhar as coisas por todos os ângulos, para que não tenhamos decepções.

Assim, “A Janela da Alma” é acima de tudo, um filme de expressão pessoal que aborda diferentes formas do olhar, como percepção, como reconhecimento e como emoção.

por Mariana Arruda

1º encontro de ESTILO, ELEGÂNCIA E QUILÍBRIO

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Oi gente, ontem, dia 01 de outubro de 2009 foi encerrado o 1º encontro de ESTILO, ELEGÂNCIA E QUILÍBRIO.

O evento de encerramento aconteceu na Universidade FMU (Vila Mariana) e contou com diversas oficinas e workshops, além do desfile de encerramento com looks da marca C&A.

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Eu participei da Oficina de Estilo com Milla Mathias:

A palestra abordou como tema a importância da imagem.

A imagem é um atributo ligado diretamente a auto-estima, é essencial sabermos destacar o que temos de melhor, por isso devemos nos submeter a uma análise de nos mesmos para obtermos o auto-conhecimento.

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Algumas dicas que a consultora de estilo Milla Mathias passou na palestra que podem nos ajudar na hora de descobrirmos sobre nosso estilo:

1ª dica: SABER NOSSAS CORES

Como saber se a cor que mais gostamos é a cor que mais nos cai bem?

Para descobrirmos que cores combinam conosco, devemos olhar para um espelho (sem maquiagem) pegar tecidos e colocá-los abaixo do queixo e ver o reflexo que o tecido causa no meu rosto/corpo.

As cores são divididas em cores quentes (quentes vivas claras- primavera- e quentes opacas escuras-outono-) e cores frias (frias inverno e frias verão).

Dizer que a cor preta emagrece é um mito, o que cria a ilusão de um corpo mais “esbelto” são: corte correto e tecidos opacos e fluídos.

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2ª dica: DESCOBRIR SEU TIPO DE CORPO

Existem 5 tipos de classificação de corpos, eles estão subdivididos em 2 categorias:

  • Corpos retilíneos

Retangular: medida dos ombros= quadril= cintura.Dica: usar blasers/camisas abertos, cortes em A, evasê.

Triangulo invertido: ombros largos e quadril estreito. Dica: chamar atenção para a parte de baixo, como peças que marcam a cintura.

Oval- tronco em forma de ovo e pernas finas e/ou torneadas. Dica: chamar a atenção para as pernas com vestidos e saias.

  • Corpos Curvilíneos

Ampulheta: medida do quadril e ombros iguais e cintura fina. Mulher tipo violão. Dica: Usar roupas sequinhas.

Pêra: ombros estreitos e quadril largo. Dica: Valorizar a parte de cima.

3ª dica: PROPORÇÕES

Analisar cada parte do corpo:

Cabeça: se for grande, devemos tirar a atenção dela, evitando chapéus, brincos grandes.

Pescoço: se for curto, evitar blusas de gola alta e investir em decotes.

Ombros: se forem caídos, usar ombreiras (leves) e mangas bufantes.

Braços: se forem curtos não usar pulseiras, pois elas dão o aspecto de achatamento, se forem grossos usar mangas ¾  e mangas mais soltinhas.

Seios: se forem pequenos, investir no uso de tomara-que-caia.

Barriga: cobrir a barriga saliente, usar casacos abertos, peças lisas, decote profundo, não chamar atenção para esta parte.

Quadril: se for largo, investir em calças com corte reto e evitar jeans afunilado.

4ª dica: PROCURAR SEU ESTILO

  • Básica: conforto, roupas funcionais.
  • Tradicional: combinação entre sapatos, cintos e bolsas, poucas cores no look, cores neutras.
  • Elegante: tradicional com peças mais modernas, diferenciadas.
  • Sexy: adora mostrar o corpo com roupas justas e curtas, vulgaridade.
  • Romântica: adora babados, brechós, vintage, peças femininas e sapatilhas.
  • Dramático: adora chamar atenção, cores fortes.
  • Criativo: estilo pessoal, cria combinações que combinam com seu perfil (neste momento a palestrante perguntou meu nome e disse que este estilo era o meu).

Houveram outras palestras no decorrer do dia:

Oficinas Temáticas

Oficina de Moda: Prof. Romy Tutia e Prof. Tita | Faculdade de Moda FMU

Oficina de Moda: Profa. Ms. Romy Tutia e Profa. Ms. Francisca Dantas Mendes | Fac. de Moda FMU

Oficina de Estilo: Milla Mathias | Consultora de Estilo

Oficina de Maquiagem: Natura

O desfile teve a presença de modelos estudantes de moda da Universidade FMU, clientes e colaboradoras da Fundação, além de ser um desfile assistido e apresentado também por deficientes visuais, por isso o desfile contou com a presença da Profa. Dra. Lívia Mota (especialista em audiodescrição) que proporcionou uma visualização das peças para todas as pessoas.

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O desfile foi dividido em 3 partes: a primeira com peças casuais, a segunda com peças para o trabalho, mais formais e a terceira com peças esporte fino.

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Ao final, reunimos todos os colaboradores e parceiros do evento para uma foto de recordação do sucesso do evento!

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Por

Mariana Arruda

1º dia do encontro de ESTILO, ELEGÂNCIA e EQUILIBRIO

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Oi gente, tudo bem?

Acabei de chegar em casa e já vou escrever sobre meu dia de hoje no 1º encontro de ESTILO, ELEGÂNCIA e EQUILIBRIO: Práticas e reflexões sobre o Universo da moda e consumo contemplando também as necessidades das pessoas com deficiência visual.

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O evento aconteceu no Teatro Raul Cortez (Fecomércio) e contou com a presença de associados da fundação DORINA NOWILL, designers, estudantes e jornalistas de moda, entre outros.

Iniciamos o dia com a abertura do presidente da Fundação, o Sr. Alfredo Weizflog que fez um agradecimento a todos, enfatizando o caráter inovador do evento, que traz profissionais comerciantes e estudantes de moda e que buscam promover a integração das pessoas, resultando na inclusão social.

Após a abertura começamos os debates:

1ª Mesa Redonda: COMPORTAMENTO E ETIQUETA

Obs: Em todos os debates, a Sra. Dorina de Gouvea Nowill (presidente emérita da fundação Dorina Nowill para cegos) e Ika Fleury (coordenadora geral) estiveram presentes na mesa.

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Convidados: Sr. Roberto Issa (estilista) e Ana Rita de Paula (psicóloga).

Destacaram a importância das Universidades de moda focarem estudos para o deficiente visual, além de apresentarem o papel do estilista em criar roupas inacabadas, deixando que o usuário dê o seu acabamento à peça.

Foram mencionadas várias “soluções” para ajudar deficientes visuais a encontrar o caminho para se obter o estilo próprio, como pedir para alguém descrever minuciosamente as peças de seu interesse, pedir opinião a outras pessoas e acima de tudo estarem dispostos a receber ajuda.

A intenção é colaborar com o deficiente visual a se apresentar na sociedade. A moda está desenvolvendo seu olhar para estas pessoas por meio de estudos de cores e texturas e adaptações que atendam às necessidades especificam deste publico.

2ª Mesa redonda: ESCOLHA, INDEPENDÊNCIA, ORGANIZAÇÃO E MODA

encontro 032

Convidados: Milla Mathias (consultora da Estilo),  Profa. Ms. Romy Tutia (coordenadora do curso de Moda da FMU), Profa. Ms. Francisca Dantas Mendes (professora do Curso de Moda da FMU), Miguel Giannini (esteta ótico e designer de armações da Ótica Miguel Giannini).

O debate foi iniciado apontando alguns sistemas de atendimento personalizados e abordagens de lugares com “acesso livre” para deficientes visuais transitarem sem empecilhos.

Algumas dicas sobre estilo foram apresentadas como que tipos de óculos usar, dicas de armações para cada tipo de formato de rosto e estilo além da questão da aparência como um todo, para identificação do estilo de cada um.

3ª Mesa Redonda: OLHAR OLHARES: O MERCADO CONSUMIDOR DE MODA E A PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL COMO CONSUMIDORA

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Convidados:  Rosângela Lyra (diretora geral da Dior no Brasil e Repres. da Associação de Lojistas da Oscar Freire), Prof. Ms. Geraldo Lima  (Estilista, Professor da Anhembi Morumbi e Proprietário da loja Urânio), Thays Martinez  (Presidente do Instituto Iris e consumidora) e Profa. Dra. Lívia Mota (especialista em audiodescrição).

O foco foi em como ajudar um deficiente a escolher suas próprias roupas.

Algumas soluções já foram criadas e já estão em pratica como preparar vendedores, etiquetas em Braille dizendo a cor das roupas, atender com naturalidade uma pessoa l, tentando entender como a pessoa deficiente enxerga o mundo por meio do tato, olfato e audição.

O evento foi encerrado às 18h30 e eu posso assegurar que foi muito bem sucedido.

Saí de lá maravilhada com este “novo” (para mim) universo e estou disposta a mergulhar e conhecer cada vez mais essas pessoas, suas necessidades e como o profissional de designer de moda pode atuar para colaborar na melhoria da qualidade de vida.

Em um determinado momento durante a palestra eu fechei os olhos e só escutei, queria sentir qual era a sensação, quais eram as limitações e tentar me ver como eles, é lógico que é totalmente diferente vivenciar isso somente por alguns segundos… mas, é um começo, que eu estou disposta a buscar, ajudar e tentar entender…

encontro 012

Por

Mariana Arruda

E amanhã (01/10/2009) tem mais na Faculdade de Moda da FMU | Av. Lins de Vasconcelos, 3406 | Vila Mariana:

8h30 às 12h ou das 13h30 às 16h

Oficinas Temáticas

Oficina de Moda: Prof. Romy Tutia e Prof. Tita | Faculdade de Moda FMU

Oficina de Moda: Profa. Ms. Romy Tutia e Profa. Ms. Francisca Dantas Mendes | Fac. de Moda FMU

Oficina de Estilo: Milla Mathias | Consultora de Estilo

Oficina de Maquiagem: Natura

16h

Desfile de Modas com Audiodescrição

17h30

Encerramento