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Terra Comunal – Marina Abramovic + MAI

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11 de março de 2015, Sesc Pompéia

encontro com MARINA ABRAMOVIC

TERRA COMUNAL

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Lá fomos eu e meu companheiro de aventuras, o Mau, para mais uma exposição ‘Terra Comunal’ da artista serva Marina Abramovic, que, através de instalações e vídeos, recria algumas das mais famosas performances da artista.

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A exposição

Dividida em duas partes, a exposição traz instalações criadas a partir de suas performances mais conhecidas, vídeos históricos e a aplicação do Método Abramovic.

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Na primeira parte, com curadoria assinada pelo alemão Jochen Volz, anunciado como o curador da próxima Bienal de São Paulo, em 2016. Com ‘Terra’, Jochen é responsável por montar a maior exposição já realizada em toda a América Latina em homenagem à Marina.

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Dentre as obras, três instalações relembram momentos da carreira da artista, além de 10 vídeos exibirem performances icônicas de sua trajetória.

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Na segunda, o Método Abramovic que consiste em uma dinâmica criada por ela para despertar a introspecção e a concentração, o método exige duas horas e meia dos participantes, dispostos a fazer uma série de exercícios que ampliam os sentidos e os limites da consciência e do corpo para, assim, apreciar melhor as obras e as performances de Terra Comunal.

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A palestra

As 20h15 no auditório com palco no meio de duas plateias, entra Marina Abramovic e sim, eu sinto um arrepio que vai rápido da ponta do meu dedão do pé até minha nuca. Estar ali pertinho de uma das artistas que eu mais admiro (presente em boa parte da minha dissertação de mestrado) foi uma experiência ímpar.

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Ela entrou com um look simples e todo preto e abriu a palestra nos fazendo “inspirar e expirar o ar” algumas vezes. Marina Abramovic é uma das influências mais decisivas na arte da performance, testando os limites de sua própria resistência, física e mental.

Logo de imediato, explicou de forma direta e didática a diferença entre teatro e performance. No teatro há ensaio das ações e tudo é de mentira: medo, sangue, cortes, alegria, etc, enquanto nas performances é tudo real, a dor, medo, intensidade e não é nada ensaiado, ou seja, tudo pode acontecer.

Em seguida, Abramovic mostrou algumas seleções performáticas de artistas utilizando a cabeça. Conforme passava os vídeos contava um pouco sobre o artista em questão, contexto e obras.

Ao final da palestra, a artista respondeu as questões do publico e interagindo e até exemplificando algumas de suas respostas. Foi convidada por um ativista para apresentar uma de suas performences na Favela do Moinho e conhecer o Movimento Parque Augusta sem Prédio, ela aceitou o convite. Vamos aguardar…

Particularmente, fiquei encantada com Marina Abramovic, estar ativa na arte performática (que envolve muita exaustão do corpo) com 68 anos, ela é super ativa, dinâmica, metodológica e humilde. Foi super atenciosa e pareceu até um pouco tímida no começo.

Serviço

“Terra Comunal – Marina Abramovic + MAI”

Quando: De 10 de março a 10 de maio, de terça a sábado, das 10h às 21h, e domingo, das 10h às 18h

Encontros com Marina Abramovic: 11 e 26 de março; 1º, 2, 8, 15, 22 e 30 de abril, às 20h

Onde: Sesc Pompeia (Área de Convivência, Galpão e Teatro – Rua Clelia, 93, Pompeia)

Mais informações: sescsp.org.br/pompeia e http://terracomunal.sescsp.org.br/

ELLES: Mulheres Artistas na coleção do Centro Pompidou

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Inédita no Brasil, a exposição ELLES reuniu 115 obras de mais de 50 mulheres artistas de todo o mundo.

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Exposição de mulheres artistas pioneiras que, entre 1907 e 2010, produziram arte em vários formatos – pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo, instalação etc. – e revolucionaram (cada uma a seu modo) os conceitos artísticos de seu tempo.

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A mostra foi organizada pelo Centro Georges Pompidou/Musée National d’Art Moderne, que abriga a maior coleção de arte contemporânea da Europa, com curadoria de Emma Lavigne e Cécile Debray, que apresentaram uma nova perspectiva sobre a história da arte moderna e contemporânea.

Com humor, desprezo, sensualidade e ambiguidade, essas mulheres representam os principais movimentos de Arte Moderna, desde a abstração às questões contemporâneas mais prementes.

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A partir de um debate relacionado ao papel feminino na história da arte, ELLES resgatou artistas de diversos países do mundo e permitiu que o observador mergulhasse no espaço ocupado pelas mulheres na cultura universal, da literatura à história do pensamento, da dança ao cinema.

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Sobre a mostra

ELLES percorre a trajetória da arte contemporânea produzida por mulheres e oferece ao espectador diferentes ângulos de visão – oportunidades para explorar distintas visões e perspectivas a partir do universo de cada criadora.

A primeira seção: Tornar-se uma artista, homenageia a pioneira Sonia Delaunay. Está subdividida em três subseções:

  • Pioneiras: obras das homenageadas e da portuguesa Maria Helena Vieira da Silva;
  • A parte do inconsciente: apresenta as surrealistas (obras de Marie Laurencin, Dorothea Thanning e Germaine Dulac, entre outras);
  • Questionando o gênero (trabalhos de Valérie Belin, Suzanne Valadon, Pipilotti Rist e outras).

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Segunda seção: Abstração colorida/abstração excêntrica, dividida em três partes:

  • Excêntrica, com obras de Louise Bourgeois, Joan Mitchell e Maria Helena Vieira da Silva;
  • Colorida abriga trabalhos de Marthe Wéry e Aurélie Nemours;
  • Espaços infinitos, contempla as artistas Geneviève Asse e Vera Molnar.

Terceira seção: Feminismo e a crítica do poder reúne a maior parte das obras,  com subseções:

  • Pânico genital, subdividida em Espaço doméstico e Reflexão, apresenta trabalhos de ORLAN, Nikki de Saint Phalle, Sonia Andrade, Hanna Wilke e outras.
  • Enfrentando a história, as brasileiras Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino e Letícia Parente dividem a cena com Sigalit Landau e Marta Minujin.
  • Musas contra o museu, reúne ainda o vídeo “Museum Highlights: a gallery talk” (Andrea Fraser, 1989), o painel “Guerrilla Girls” (que será produzido no Brasil) e trabalhos das artistas Agnès Thurnauer e Sherrie Levine.

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Quarta seção: O corpo, o público pode conferir os trabalhos de artistas como Nan Goldin, Eleanor Antin e Carolee Schneemann, entre outras.

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Quinta e última seção, figuram obras de Sophie Calle, Annette Messager e das brasileiras Rosângela Rennó e Rivane Neuenschwander, entre outras.

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A exposição ficou no Rio de Janeiro até 14 de julho de 2013 e pretende ir para Belo Horizonte, vamos aguardar maiores informações.