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REVOLUÇÃO EM DAGENHAM

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Acabei de assistir um dos melhores filmes que eu já vi.

Chama-se REVOLUÇÃO EM DAGENHAM, de Nigel Cole.

Para feministas que nem eu, eu aconselho assistir, além da luta e persistência há um caráter histórico que acho imprescindível sabermos…

O filme retrata a greve de 1968 nas fábricas da Ford em Dagenham, que interrompeu a produção enquanto as mulheres protestaram contra a discriminação sexual e lutavam por aumentos salariais.

Segundo especialistas, foi uma ação decisiva para que o Parlamento britânico aprovasse o Projeto de Paridade Salarial, de 1970. Para Sally Hawkins, uma das protagonistas da trama, trata-se de um tributo à coragem das mulheres dispostas a correr riscos para obter a igualdade entre os sexos no ambiente de trabalho.

Abaixo segue o trailer… um filmasso.

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2º dia de SPFW Inverno 2010

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Segundo dia de SPFW Inverno 2010 com 7 desfiles, confira tudo o que rolou por lá:

Hoje, 18 de Janeiro, segunda-feira:

10h MARIA BONITA

Abrindo o segundo dia de SPFW, com uma manhã de sol, Danielle Jensen mostrou sua coleção na passarela montada em pleno Sesc Pompéia. A inspiração veio da arquitetura da modernista Lina Bo Bardi, autora do projeto.

Na passarela tudo remetia à arquitetura, o concreto virou linho cinza, vestidos, calças de tecidos tecnológicos, macacões com cortes geométricos, paletós e blazers oversized, tudo com um toque de Maria Bonita: modelagem solta e confortável.

As cores predominantes foram cinza e gelo, com algumas pinceladas de vermelho, azul e verde.

12h30 REINALDO LOURENÇO

Reinaldo Lourenço decidiu trabalhar com os extremos nesta coleção de inverno 2010. A inspiração veio dos uniformes da decáda de 1940, a coleção veio com bolsos utilitários e ombros destacados.

Na passarela houveram dois momentos: um cheio de cocktail dresses de musseline metalizada, com babados e broches, superfemininos que indicavam a vitoria da luz, celebração da espiritualidade, com vestidos mais claros, leves e fluídos. Outro mais “hardcore”, coletes e pelerines de lã, com saias e calças sugerindo uma silhueta militar, além das jaquetas de couro, botas e zípers.

15h MARIA GARCIA

Com referência ao mix de dance anos 90, hip hop, R&B e streetwear, a marca Maria Garcia faz uma “remasterização” de materiais criando uma moda de rua chic.

Na passarela casacões de lã, shorts de renda, bermudões estampados, jardineiras larguinhas, jaquetas, legings de renda com punho de malha sugerindo um ar esporte chic. As cores aparecem em prata, dourado, preto, cinza, rose, além do vermelho.

17h ALEXANDRE HERCHCOVITCH (FEM)

Partindo do folclore da Geórgia e de imagens do diretor Sergei Paradjanov, Herchcovitch mostra sua coleção feminina de inverno com muito patchwork(adoro) e referência punk (adoro²!).

O resultado? Na passarela apareceram sobreposições e diferentes texturas em casacos perfeitos usados com vestidos de seda rasgados, calças de alfaiataria com camisas repletas de paetês e vestidos com tachas.

Como detalhe de algumas peças, os cristais apareceram aplicados em algumas regiões das roupas.

18h30 CORI

As estilistas Andrea Ribeiro e Giselle Nasser utilizaram como referência da coleção as formas dos anos 1960, inspiradas nos figurinos de cinema da americana Edith Head.

Na passarela os vestidos e a alfaiataria foram o ponto principal, o centro das atenções, não só no corte, modelagem como nos tecidos. Casacões amplos, macacões com cintura marcada, ombros arredondados, além de calças justas e retas.

Os tons variavam entre preto, cinza, branco, azul e roxo e os sapatos são altíssimos, deixando as mulheres nas alturas.

20h FORUM TUFI DUEK

Na direção criativa de Eduardo Pombal, ele assina sua primeira coleção para a Forum Tufi Duek apostando em elementos do fetiche, mostrando na passarela várias peças sensuais, mas sem vulgaridade, inovando na forma e utilizando novos materiais.

A passarela muito couro (infelizmente não é couro sintético), diversas jacquard com diferentes texturas como tafetá bordado, paetês e neoprene de seda. As peças são estruturadas, com silhueta bem definida, além das saias amplas e curtinhas.

As cores são neutras: preto, cinza, chumbo, marinho, verde-militar e amarelo.

21h30 SAMUEL CIRNANSCK

Encerrando o 2º dia de SPFW Inverno 2010, Samule Cirnansck apresentou sua coleção que foi inspirada no mobiliário de Thomas Chippendale bastante trabalhado e repleto de linhas curvas.

Foto do "vestido-mesa" de Samuel Cirnansck, foto retirada do blog da uol: http://blogspfw.blog.uol.com.br/arch2010-01-17_2010-01-23.html#2010_01-18_21_47_41-5009949-0

A coleção passou um ar nostálgico e romântico, com peças delicadas.

Abaixo, confira o lin-up completo:

19 de Janeiro, terça-feira:

12h30 IÓDICE

15h RONALDO FRAGA

16h30 SIMONE NUNES

18h FABIA BERCSEK

19h30 ELLUS

21h TRITON


20 de Janeiro, quarta-feira:

13h30 GLORIA COELHO

15h ERIKA IKEZILE

16h30 AMAPÔ

18h HUIS CLOS

19h30 2ND FLOOR

21h ANIMALE


21 de Janeiro, quinta-feira:

12h ALEXANDRE HERCHCOVITCH (MASC.)

15h OESTÚDIO

16h JEFERSON KULING

19h NEON

20h WILSON RANIERI

21h30 LINO VILLAVENTURA


22 de Janeiro, sexta-feira:

12h ISABELA CAPETO

15h CAROTA JOAQUINA

17h RESERVA

18h30 MARCEO SOMMER

20h ANDRÉ LIMA


Por

Mariana Arruda

Quarto dia Fashion Rio Inverno 2010

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A 16ª edição do Fashion Rio Inverno 2010 começou sexta-feira, dia 8 de Janeiro e vai até quarta, dia 13 de Janeiro.

Abaixo, confira a Programação Completa do quarto dia do Fashion Rio Inverno 2010:

Programação de segunda, 11 de janeiro

17h30 Acquastudio

Com inspiração nos cristais da lendária marca francesa Lalique, a estilista Esther Bauman conseguiu criar uma coleção com formas sinuosas e com ricas texturas, partindo como ponto de referência os vasos, candelabros e frascos de perfume e esculturas.

O que pintou na passarela então foram os cristais, flores gigantes, vestidos em formatos mais diferentes, como ondulados, geométricos e tridimensionais.

As cores entraram em tons básicos: preto, berinjela, rosa pálido e branco.

18h30 Claudia Simões

A estilista carioca Claudia Simões recriou básicos da alfaiataria e criou um inverno irreverente, com pitadas contemporâneas que fizeram a diferença.

Na passarela muitas peças com recortes anatômicos e sobreposições de leggings pretas com vestidos, saias e bermudas.

Destaque para o mix de padronagens.

19h30 Maria Bonita Extra

Ao som da banda Glass and Glue, a estilista Ana Magalhães da Maria Bonita Extra mostrou um inverno rocker para 2010.

Nas roupas apareceram misturas do pesado jacquard, lã e até o tricô mohair com a transparência e a suavidade da organza e do tule em vestidos tomara-que-caia, peças fluidas e  camisas de corte masculino.

Os tons eram em cores ocres – a idéia é de que a roupa está empoeirada – e também das estampas xadrez e de cactos estilizados não nos deixa esquecer que a inspiração vem do clássico de Jack Kerouac, On the Road.

20h30 Juliana Jabour

Para o inverno 2010, a estilista Juliana Jabour investiu em meias de látex/vinil em cores vibrantes contrastando com as cores serias da coleção que foi inspirada no pós-queda do muro de Berlim.

Na passarela as silhuetas apareceram amplas e as cores divididas em tons de pretos, marrons, cinzas, deep blues e verdes – por isso o contraste das meias, além de uma mistura de estilos: vestidos tomara-que-caia, microshorts e saias curtas, acompanhados de casaquetos e coletes sobrepostos em versões míni e máxi.

Destaque para o tricô e detalhes dourados como tachas douradas, abotoaduras, chapéus e cintos largos.

21h30 TNG

Para o inverno, o estilista Tito Bessa da marca TNG compôs o visual da coleção apresentando inspiração no caçador e na população Inuit do Canadá e do Alaska, ou seja, a coleção veio regada à pele (sintética, é claro, eu como uma boa vegetariana só apoio a marca se for pele sintética), seja em vestidos ou detalhes.

Os vestidos apareceram com sobreposições de casacos amplos, pelerines ou coletes longos. As estampas surgiram contrapondo o neutro (fotos de folhas secas das florestas de coníferas e de totens Inuit), com cores turquesa, do vermelho, do café e do off-white. Os jeans vieram em tons mais rústicos e as bermudas com cara de alfaiataria.

Como de se esperar, dois atores globais como modelo e as bolas da vez foram: Taís Araújo e Thiago Lacerda.

Programação de terça, 12 de janeiro

17h30 Redley

18h30 R. Groove

20h30 Têca

21h30 Espaço Fashion

Programação de quarta, 13 de janeiro

17h30 Nica Kessler

18h30 Patachou

19h30 Andrea Marques

20h30 New Order

21h30 Alessa


Fotos retiradas do site: http://elle.abril.com.br/desfiles/fashion-rio-inverno-2010/

Por

Mariana Arruda

Entrevista com Didier Grumbach

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Acho necessário que todos gostam de moda e se interessam pelo assunto, que leiam esta entrevista com Didier Grumbach, presidente da Federação Francesa da Costura.

“O desfile, hoje, não serve para nada. As grandes revistas vendem seus espaços comerciais antecipadamente e as grifes que não podem, ou não querem pagar, são totalmente ignoradas”.

Didier Grumbach

“A moda é a única indústria que dá, gratuitamente, sua invenção para a concorrência, antes que ela seja produzida e vendida. Na minha opinião, a apresentação das coleções deveria ser acoplada à venda. Se você dá sua inovação de graça, a Zara vai produzir e entregar antes de você”.

(Didier Grumbach, sobre os desfiles de lançamento sazonais).

As frases acima, que criticam o modelo de calendário adotado pela moda na maior parte dos países, foram ditas por Didier Grumbach em 15 de junho, ironicamente, data em que esteve em São Paulo a convite da  São Paulo Fashion Week, para o lançamento de seu livro “Histórias da Moda”.

A publicação traça um panorama histórico do surgimento da alta-costura, no final do século XIX, até os dias atuais. E apesar do assunto ser bastante específico, graças à linguagem acessível e aos detalhes curiosos, a narrativa é capaz de entreter os leitores curiosos sobre o surgimento da moda, mesmo que não tenham formação ou aspiração acadêmica.

Mas o intuito deste post é indicar a leitura da excelente entrevista feita com o escritor, por Tarcisio D’Almeida para o caderno MAIS! da Folha de São Paulo, publicada em 21/06/09. Leia, abaixo, é imperdível!

Para usar e abusar

Autor de “Histórias da Moda”, Didier Grumbach diz que grandes costureiros, como Saint Laurent, foram mais inovadores nas coleções de prêt-à-porter do que na alta-costura

TARCISIO D’ALMEIDA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Quando o prêt-à-porter emergia na cultura e na civilização francesas, no início da década de 1960, Didier Grumbach era adolescente: tinha 17 anos. Formou-se em direito, mas, por um erro de percurso, acabou seduzido pela indústria da moda.

Testemunha de uma época em que a hegemonia da tradição elitista da alta-costura começou a ser confrontada com o olhar criativo e visionário dos estilistas do prêt-à-porter, Grumbach acaba de ter seu livro “Histórias da Moda” publicado no Brasil. Em entrevista à Folha, afirmou que “sem megalomania e criatividade a moda não pode existir”.
Em seu livro, a reflexão sobre vestimentas e moda remonta a períodos anteriores à noção moderna de moda, na qual esta se fundamenta a partir do século 19, sobretudo, com a invenção da alta-costura.

Para ele, a moda pode, por isso, colaborar para refletir sobre estruturas do cotidiano, das aparências, dos estilos, dos costumes, das etiquetas, dos gostos e consumo das sociedades. Esses temas, diz, podem contribuir para entender a atual configuração dos mercados de moda no mundo globalizado.
Na entrevista abaixo, ele também advoga em favor do livre espírito criativo da moda.

FOLHA – Como podemos pensar a relação entre roupa, moda, arte e sociedade?
DIDIER GRUMBACH – A comparação constante entre moda e arte, tendo a alta-costura como parâmetro, é muito mais frágil e contestável do que com o prêt-à-porter nos dias atuais. Este último foi organizado como um sistema de franchising, permitindo ao criador se exprimir de maneira muito mais original. Quando a alta-costura era pujante e o prêt-à-porter não existia, cada costureiro tinha sua própria clientela, à qual ele tinha que se adaptar. Yves Saint Laurent era muito mais livre com suas criações, no ano de 1966, exprimindo-se a partir de suas coleções YSL Rive Gauche. Ele teve a possibilidade de inovar muito mais com o prêt-à-porter do que com sua alta-costura, que era destinada a um público burguês. O prêt-à-porter deu liberdade para os criadores da moda, pois o passado não era estimulante.

FOLHA – Quando o sr. fala de passado, quer dizer que não havia diretores de criação?
GRUMBACH – Sim. Se observarmos os grandes costureiros e tomarmos como exemplo a Maison Jean Patou no seu período áureo, as coleções começavam a ser apresentadas de manhã e seguiam até a noite sem necessariamente terem um diretor artístico. Era normal ela comprar croquis externos, em particular de Christian Dior, e as clientes achavam normal comprar esses modelos de uma “maison” que não tinha diretor artístico. Aliás, esse questionamento era inexistente, pois era uma época em que a empresa era industrial, e não mais uma “maison” de criação. Para se ter uma ideia, em 1925 a Jean Patou tinha cem vendedoras e 30 provadores de roupas. Também podemos citar Madame Carven, que, em 1948, vendeu 9.000 peças de alta-costura -o que pode ser considerado uma produção industrial. Ou seja, a alta-costura sempre foi uma indústria, mas não uma indústria criativa. A idade de ouro da alta-costura é algo que nos apaixona, mas é como um sonho.

FOLHA – Inspirados no sociólogo alemão Norbert Elias (em “Os Estabelecidos e os Outsiders”, ed. Jorge Zahar), podemos imaginar um confronto entre a tradição dos costureiros da alta-costura e a atitude visionária dos estilistas do prêt-à-porter?
GRUMBACH – Hoje a ideia de que alta-costura serve de laboratório para o prêt-à-porter não se sustenta de modo nenhum. “Maisons” como Thierry Mugler, Montana e Jean-Paul Gaultier eram líderes do prêt-à-porter e foi na alta-costura que encontraram problemas com os quais nunca souberam lidar.

FOLHA – O sr. afirmou não existir uma moda de um único país, isto é, “moda da França”, “moda do Brasil” etc. Mas, se pensarmos em termos de consumo, a China seria uma aposta para a moda do futuro, até mesmo em termos de criação?
GRUMBACH – Não, não acredito que a moda chinesa seja a moda do futuro. A dificuldade é que a China não exporta nada, e o Ocidente importa tudo. Seria muito difícil para o mercado chinês concorrer, por exemplo, com a [rede espanhola de “fast fashion”] Zara, por exemplo. E tudo o que se refere à fabricação chinesa é muito complicado, pois é difícil ser, ao mesmo tempo, produtor e fornecedor de produtos baseados em mão de obra barata. Essa mudança de paradigma levaria anos. É o contrário do Japão, por exemplo, que abriu seus mercados ao mundo ocidental nos anos 1950, e a indústria do país pouco a pouco foi se constituindo e crescendo.

FOLHA – No caso do Brasil, quais são as dificuldades e forças em relação a esse mercado?
GRUMBACH – O Brasil oferece o mesmo nível de dificuldade mecânica no que diz respeito às estações do ano, que não são coincidentes com as de outras regiões do globo. Isso resulta em uma logística complicada. É possível resolver progressivamente esse problema com um certo alinhamento entre as “maisons” por meio de coleções diferenciadas, que guardem uma certa referência a países longínquos -mas sem necessariamente manter uma visão folclórica ou extremamente regionalista de moda. O que é interessante nesse alinhamento é a possibilidade de uma “maison” francesa, por exemplo, poder adquirir produtos ou ter fornecedores e criadores brasileiros que possam desfilar nas semanas de moda de Paris, como foi o caso de Alexandre Herchcovitch. Acredito que em alguns anos, por conta da globalização, isso possa ser realizado, e de forma muito rápida. O que deverá acontecer numa próxima etapa é que criadores da nova geração de todo o mundo -que já entenderam a nova configuração do mercado internacional- poderão contribuir com coleções para Dior, Saint Laurent, Givenchy (e suas criações ficarão relacionadas a essas marcas). Algo que era impensável há alguns anos, mas totalmente possível na atual configuração mundial.

FOLHA – E quais são os desafios para os novos criadores? A moda se pautará pela tecnologia?
GRUMBACH – A nova geração irá se inserir no mercado de uma maneira rara, pois a moda hoje é um fenômeno tecnológico -não é mais artesanato. Por exemplo, ela pode ser pensada em Paris, desenhada pela internet em outra cidade e produzida em qualquer parte do mundo, como em São Paulo. Isso é algo sensacional! Essa moda irá pautar uma indústria de ponta, pois é um novo modelo de gestão que todos tentam imitar. Trabalhar com criadores hoje é fundamental porque apenas usar o marketing como ferramenta não funciona mais. Um produto que é destinado somente ao mercado brasileiro não poderá ser exportado. Da mesma maneira que um produto direcionado apenas ao mercado francês não será exportado porque a moda é uma indústria de ponta e revolucionária -algo que ela não era há dez anos.

FOLHA – Há possibilidade de algum criador brasileiro desenvolver uma coleção para uma grife internacional, dentro da ideia de globalização, como acontece com o português Felipe Oliveira Baptista?
GRUMBACH – Eu não estou familiarizado com o parque industrial têxtil brasileiro, mas acredito que é possível fazer várias alianças nesse contexto. Porque o Brasil tem o “savoir-faire” específico em alguns produtos, como moda praia, além do couro e do design de sapatos. Boas alianças podem ser estabelecidas porque existem criadores aptos a aconselhar tanto uma empresa chinesa quanto uma italiana, como a Max Mara -esse é o caso de Felipe Oliveira Baptista. Vivemos a globalização, em que não existem mais nacionalidades, e um brasileiro pode assumir o processo criativo de uma grife internacional, como é o caso de Francisco Costa na Calvin Klein. No mais, ninguém diria que Karl Lagerfeld é alemão e que Alaïa é tunisiano.

TARCISIO D’ALMEIDA é professor (meu professor) de moda na Universidade Anhembi Morumbi (SP). Colaboração e tradução de Marilane Borges .

HISTÓRIAS DA MODA

Autor: Didier Grumbach
Editora: Cosac Naify (tel. 0/xx/11/ 3218-1444)
Quanto: R$ 99 (456 págs.)

Tour pela Europa: 6º dia- Paris

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14/07- Paris

Acordamos, fomos tomar café. Embora o salão de café fosse pequeno, o café era excelente, pães de todos os jeito, queijos os mais variados, docinhos, crepes… uma delicia!

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Após o café fomos todos (eu, Mau, Digo, Vovó, Mamãe e o tio Lúcio) dar uma volta por Paris, onde vimos uma parte do desfile civil de soldados, por causa do feriado da Queda da Bastilha. O tio Lúcio pagou pra todos uma daquelas “voltas de barco” e pudermos conhecer um pouco de cada lugar histórico. Passamos em várias lojas de souvenirs, onde compramos umas torrinhas, camisetas e todo aquelas coisas que turistas compram.

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Passamos também pela catedral de Notre Dame, onde o corcunda vivia. Almoçamos no Subway. Andamos, andamos e andamos. Quase mortos de cansaço, voltamos para o Hotel, onde tivemos uma sessão de banheira para todos.

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Após o leve descanso, nos trocamos e fomos para a Torre Eiffel, ver a comemoração do aniversário da Queda da Bastilha. Foi o momento mais impressionante de toda minha vida. Fomos a pé e ficamos a menos de 1km da Torre, onde pudemos ver perfeitamente os fogos, o show e as projeções com Ópera ao fundo eu nos contou toda a história de Paris, França e da própria Torre. Foi um espetáculo.

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Tudo isso, ao lado de mais de um milhão de pessoas, que assistiam a tudo, calados, maravilhados.

Ao termino do evento, a multidão se espalhou pelas ruas como em saída de estádios, mas em uma proposição que eu jamais vi.

Voltamos a pé e dormimos, foi um dia bem cheio.

1a semana de Moda e Cultura – Campinas

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Gente, começa hoje a Primeira Semana de Moda e Cultura de Campinas, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Campinas. www.iguatemicampinas.com.br

campinas

A programação do evento contará com diversas palestras, exposição e encerra-se com um desfile onde a Pence Fundamental participará com um vestido desenvolvido para o tema 50 anos de Bossa Nova.

As atividades de hoje (quarta-feira – 19/11) são:

19hs: Processo de criação de moda – Introdução: Maria Alice Ximenez – Palestrante:Mario Queiroz.

20hs: Vestir arte: arte e moda – Palestrante: Patrícia Sant’Ana

Clique aqui e faça sua inscrição.

Veja a programação completa em: www.artemodaximenes.com/eventos-23100801.html

Local: Livraria Cultura Shopping Center Iguatemi – Av. Iguatemi, 777 – Lojas 04 e 05 – Piso 1 – Vila Brandina – Campinas – SP.

Outras informações no site da Livraria Cultura.