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MODA X ÉTICA

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Impressionante como o efeito “bola de neve” acontece em diversas e distintas situações.

Aqui me refiro as recentes polêmicas envolvendo algumas marcas que insistem em utilizar pele de animais em suas coleções.

Desde já deixo clara minha opinião e minha postura ética: sou vegetariana e contra qualquer tipo de violência injusta, no caso, contra os animais que sempre (em relação aos homens) estão em desvantagem.

Além de ter essa postura eu sou uma estudante de design de moda e posso afirmar com toda certeza que com a tecnologia atual é possível obter um idêntico (ou muito, muito próximo) tecido de pele sintética que contém a mesma textura, toque, design, coloração, caimento só que sem agredir o meio ambiente e os animais.

Sendo assim, não consigo entender como marcas renomadas consideram “chic” ou “elegante” usar algo que foi obtido de maneira cruel, desumana e desnecessária.

Considero que falta na gestão de cada marca o bom senso e profissionais capacitados para traduzir em produtos e design uma nova tendência que leva em consideração a preocupação ambiental, ecologia e ética.

Muitas pessoas se uniram e estão mobilizadas protestando contra essas marcas e isso já gerou resultados, como as marcas Iódice, Arezzo e Colcci que, conscientes da crueldade que representa o uso de peles verdadeiras, num gesto de respeito ao consumidor e principalmente à vida dos animais, retiraram das prateleiras todas os produtos feitos com peles.

A marca que ainda não voltou atrás é a Le Lis Blanc, que divulgou um comunicado oficial, pela sua página no Facebook, reafirmando o uso de pele de coelho em sua coleção com argumentos desprovidos de qualquer ética e compaixão, tratando os animais como simples mercadoria:

Acredito que a marca deveria pensar que existem consumidores que assim como eu, questionam o consumo, a escolha da marca e se manifestam contra a violência, crueldade e sofrimento, fazendo com que a dor não faça parte da moda.

Pra se ter uma ideia, veja quantos animais precisam ser mortos para fazer um casaco de pele de comprimento médio:

. 125 arminhos
. 100 chinchilas
. 70 martas-zibelinas
. 50 martas-canadianas
. 30 ratos-almiscarados
. 30 coelhos
. 27 guaxinins
. 17 texugos
. 16 coiotes
. 14 lontras
. 11 linces
. 9 castores

Um absurdo, não?

Fonte de referência: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2011/05/04/274695-le-lis-blanc-vira-alvo-de-protesto-na-internet-por-usar-pele-de-animais-em-colecao

http://guiaveg.com.br/index/?p=1837 

Por Mariana Arruda Simoni

mariana.as@uol.com.br

http://www.pencefundamental.com.br

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Botões

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Oi, tudo bem?

Como muita gente sabe, eu sou Designer de Moda, amo pesquisar sobre diferentes assuntos, amo livros, amo desenvolver novas peças de roupa, amo futebol, amo música, amo fazer o que eu faço.

Esse é um amor que esta dentro de mim e não tem jeito de sair, então fiz outra prova de amor em meu corpo.

Sim é uma segunda tatuagem sobre um mesmo universo, o universo da criação, da moda.

Fiz dois botões:

Antes eu já havia feito esta:

Agora vou falar um pouco sobre os botões e a historia dele:

Botão

Peça usada como fechamento nas roupas, existente em tamanhos e formas variados.

O botão, que entra em aberturas chamadas casas ou prende-se a alças, tem sido adotado no vestuário desde o século XVI, podendo ser fabricado nos mais diversos materiais. Já foram produzidos em madeira, vidro, madrepérola, plástico, chifre, resina, metal ou porcelana e podem assumir, além do caráter funcional, uma função decorativa (assim como no meu corpo, hehe).

Elsa Schiaparelli usou botões com motivos circenses em suas roupas e Cristóbal Balenciaga ficou conhecido pela utilização de grandes botões redondos em seus tailleurs.

bordados de Schiaparelli

tailleur de Balenciaga

Assumem caráter especial quando usados nos uniformes militares, e suas versões douradas com ancoras foram muito adotadas no fechamento de japonas e blazers azul-marinho.

casaco militar com botões dourados

Forrar botões com tecido já foi um habito muito cultivado na moda em outras décadas. O velcro tem sido, a partir do século xx, um dos substitutos dessas pequenas peças, porem em detalhe e charme o velcro passa longe.

Por

Mariana Arruda Simoni

Contato: mariana.as@uol.com.br

Carnaval- parte 2

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Oi pessoas, como vocês estão? 

Eu estou a mil por hora, com m-u-i-t-o-s projetos e trabalhos da faculdade, enfim, assim que eu me organizar melhor volto a escrever aqui com mais (muito mais) freqüência, ok?

Dando continuidade ao post anterior, sobre meu Carnaval em Montevidéu e em Buenos Aires.

É o terceiro ano consecutivo que eu passo o carnaval em Buenos Aires (falo carnaval, mas me refiro ao feriado, pois vou pra lá justamente para não ver nenhum carnaval).

Buenos Aires é a capital da Argentina. Uma cidade muito fácil de se virar “sozinho”, não tem como se perder por lá pois as ruas são paralelas e cada quarteirão aumentam 100 numeros, então é fácil se localizar. Mas fácil ainda se locomover: seja a pé, de ônibus ou de taxi (que lá é bem baratinho).

Chegamos (eu, Mau, Gui e Gabriel) em Buenos Aires na segunda (vindo de Montevideu, onde passamos 3 dias), fomos direto para o hotel, deixamos nossas malas e fomos dar uma volta pelas ruas e já no primeiro dia tinha JOGO (oba!) do Argentino Jrs.

jogo do Argentino Jrs.

No decorrer da semana visitei muitas lojas e comprei varias coisinhas “diferentes” (roupas, acessórios de cabelo, brincos, que vão ficar para um próximo post).

Pegamos muito calor, entretanto, em dois dias pegamos muita chuva e enchente. 

Fomos visitar amigos, como Martín, Hugo, Johana e Augustina.

Assistimos a dois ensaios, uma da banda Doble Fuerza (do Hugo) e outro da banda Tango 14– particularmente os ensaios foram como shows particulares.

Além do jogo do Argentino Jrs, fomos visitar alguns estádios, como a Bombonera, o estádio do Racing, do Independiente e do River

nós en "La Bombonera"

estádio do Racing

estádio do Independiente

campo do river

Assistimos mais dois jogos, do Velez e do All Boys

jogo do All Boys

jogo do Vélez

Uma dica pra quem quer ir pra Buanos Aires é ir ao Zoológico da capital, é maravilhoso, tem muitos bichos e até um cinema 3-D, falando em cinema, fui assitir “Preciosa” lá, vale muito a pena. 

  

Outra dica é visitar o “Museu de la Ciudad”, onde eu encontrei diversas coisas sobre moda (indumentarias, vestimentas, acessórios e manequins). 

 

 

 

Foram 7 dias passeando, comprando muita coisa, indo em jogos, conhecendo pessoas diferentes, comendo muito burguer king (pois lá tem lanche com hambúrguer de soja) e tomando muito sorvete com doce de leite e alfajores havana, mas, pra compensar andávamos muito (uns 15 ou 20 km por dia), pois como eu disse a cidade é plana, ah e o mais importante: nada de carnaval. 

Para fechar com chave-de-ouro, o Mau me levou em um restaurante à luz de velas, um jantar romântico. 

 

 

Abraços

Mariana Arruda Simoni

Quinto dia de Fashion Rio Inverno 2010

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A 16ª edição do Fashion Rio Inverno 2010 começou sexta-feira, dia 8 de Janeiro e vai até quarta, dia 13 de Janeiro.

Abaixo, confira a Programação Completa do quinto dia do Fashion Rio Inverno 2010:

Programação de terça, 12 de janeiro

17h30 Redley

Abrindo a programação do penúltimo dia da 16ª Edição do Fashion Rio, a marca Redley apresentou um inverno com referência no grafismo, resultando em recortes e costuras anatômicas, daí o mix de texturas, estilo e cores.

Na passarela as cores predominantes eram: preto, branca e cinza, que se encaixavam à detalhes violeta, roxo, vermelho, marrom e verde. As calças, bermudas e saias vieram com um ar esportivo, os vestidos curtinhos e sequinhos surgiram com sobreposições, como jaquetas masculinas e sobretudos.

18h30 R. Groove

Com referência no surfe e dos esportes náuticos, o estilista Henrique Gonçalves da marca R. Groove mostrou seu inverno com bermudas estilos surfista e calças de ganchos baixos, com amarração de cadarço.

A inspiração veio da cidade do Rio de Janeiro e o estilo dos “meninos do Rio”, fazendo a coleção se chamar “Mar Revolto”.

Alguns dos modelos apareceram de trancinha e as peças vieram com muitas transparências, chapelões azuis e tudo bem streetwear.

20h30 Têca

A estilista Helô Rocha usou como base para seu inverno 2010 o filme “Fome de viver”, clássico de horror dos anos 80. O resultado? Roupas com uma pitada sensual, saias curtíssimas, calças skinny e modelagens ajustadas ao corpo.

Além das peças ajustadas ao corpo apareceram também algumas peças amplas, algumas com ligeiro evasê e vestidos com um ombro só. Os detalhes apareceram em apliques de paetês nas mangas e nas golas.

As cores vieram sóbrias, em versões de azul, preto, cinza e verde e prints com desenhos temáticos de minicorações e morcegos.

21h30 Espaço Fashion

As irmãs Bianca e Camila Bastos da marca Espaço Fashion utilizaram como inspiração para a coleção de inverno as constelações, crateras lunares e brilhos interplanetários.


Na passarela muitas sobreposições, bermudas, vestidos curtos, calças slim/skinny de cintura alta, paletós e casacos, tudo com um ar esportivo, muito preto & branco, vermelho e azul, além de apliques de espelhos.

Programação de quarta (ultimo dia da 16ª edição inverno 2010), 13 de janeiro

17h30 Nica Kessler

18h30 Patachou

19h30 Andrea Marques

20h30 New Order

21h30 Alessa


Fotos retiradas do site (exceto da R.Groove): http://elle.abril.com.br/desfiles/fashion-rio-inverno-2010/

Por

Mariana Arruda

Lançamento do livro: ROUPA DE ARTISTA- O VESTUÁRIO NA OBRA DE ARTE

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Oi gente, como estão no mês de dezembro? Férias? Muitos preparativos de festas?

Sexta-feira eu e o Mau vamos pra Maceió passear, voltamos no dia 24 de dezembro de manhã para passar o Natal-  a festa com minha família em Cosmópolis e o almoço no dia 25 em Santo André com a família do Mau- temos que administrar bem o tempo com os dois lados da família.

Bom, no ultimo sábado aconteceu o lançamento na Pinacoteca de três livros da imprensa oficial, eu fui lá conferir pois um dos livro aborda o assunto: História da Arte e Moda.

O livro chama-se ROUPA DE ARTISTA- O VESTUÁRIO NA OBRA DE ARTE, da autora Cacilda Teixeira da Costa, na foto abaixo, eu e a autora no lançamento.

Sobre o livro:

Em Roupa de artista, O vestuário na obra de arte , a historiadora da arte Cacilda Teixeira da Costa analisa obras desde o Renascimento aos dias atuais. De elemento complementar, a roupa se tornou, no decorrer do tempo, importante protagonista. A edição faz interface com a História da Arte e com a Moda. Descrições pictóricas, interpretações e apropriações do vestuário estão presentes nos principais movimentos da história da arte por meio da pintura, escultura, desenho, gravura, performance e outras categorias artísticas, como mostra a autora no decorrer do título. Além disso, contrapondo-se à indumentária, a nudez também está presente em alguns exemplos clássicos dessa relação, como em Ticiano, nas Majas de Goya ou em Manet.

Assunto: História

Pra quem quiser comprar é só acessar: http://livraria.imprensaoficial.com.br/

Achei sensacional, já estou com o meu!

Pra quem curte o assunto não pode deixar de comprar!

Abraço

Mari Arruda

Salon du Chocolat

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Imaginem unir moda, chocolate e música?

Eu diria que essa é uma combinação mais que perfeita e foi isso que aconteceu na 15ª edição do Salão do Chocolate em Paris. O lugar único no mundo que mistura sabor, música e moda, além de ser o maior evento mundial dedicado a delícias feitas à base de cacau atrai chocólatras e curiosos do mundo inteiro.

Representando o Brasil a estilista Marcia de Cavalho apresentou uma obra (roupa feita de chocolate) com referencia à opera O Guarani e ainda diz que as mulheres “ficam deliciadas porque mistura tudo que elas gostam: moda, chocolate, prazer”. Além dela vários estilistas consagrados apresentaram suas obras.

Confiram uma reportagem abaixo sobre o evento:

Destaque para as modelos que enquanto caminhavam pela passarela retiravam alguns chocolatinhos do vestido e comiam, que inveja!

Vários lounges estavam espalhados pelo evento com vendedores/representantes de chocolate, alguns chefes de gastronomia, todos eles apresentando o poder e o bem que o chocolate nos proporciona.

Vamos aguardar e torcer para que a exposição/apresentação venha para o Brasil.

Por

Mariana Arruda

Coleção Inverno 2010 “Coisas que nem todo mundo vê…”

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Oi gente, ontem apresentei meu INTER (Projeto Interdisciplinar IV) para a banca de professores e ouvintes, foi maravilhoso.

O tema proposto para esse semestre foi “O Design de Moda e a Cultura Brasileira” com base na obra “O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro, que fala do processo de construção da cultura brasileira a partir de “Encontros e Desencontros” das matrizes Afro, Lusa e Tupi.

Com sub-tema escolhemos (eu e meu grupo) Encontros e Desencontros, porém ainda muito abrangente. Como o sub-tema ainda era muito abrangente, buscamos um foco, partindo do momento em que ocorreram essas primeiras interações entre as matrizes: o litoral sul paulista, mas especificamente Itanháem, pelo caráter histórico e fácil acesso, possibilitando uma pesquisa de campo.

Fui inúmeras vezes à Itanhaém buscar um objeto especifico capaz de sintetizar tal analise. Eu tinha em mente buscar algo próximo ao local onde as águas do mar se encontram a do rio, fazendo um paralelo com o encontro/desencontro das matrizes. E foi quando, indo para a trilha Morro do Sapucaitava (que dá acesso à praia) que encontrei esse objeto:

Um monumento em homenagem a cidade de Itanhaém no período em que ela foi Cabeça de Capitania (1616 à 1706). O monumento apresenta 3 pontos principais: o padre Anchieta, o Brasão da Cidade e a história em azulejos.

Tudo parecia caminhar bem, foi então que a tia da Ana (integrante do grupo) nos chamou para participar do 1º Encontro de ESTILO, ELEGÂNCIA E EQUILIBRIO, sobre moda inclusiva para deficientes visuais. Foi aí que depois dessa experiência, decidimos trabalhar com essas necessidades.

O foco do trabalho não seria mais o objeto e sim a percepção/não percepção das pessoas que passam pela trilha e não enxergam o objeto, não só objeto mais as pessoas a sua volta, vestígios deixados pela formação e interação da cultura, por isso o titulo: “Coisas que nem todo mundo vê…”.

O nosso objetivo e desafio foi tornar visível e palpável os atributos de cada peça, levando em consideração as necessidades, como por exemplo: TODA nossa apresentação foi gravada em áudio-descrição e durante a apresentação vendamos os professores para que eles pudessem partir do mesmo ponto que partimos para o processo criativo, além do que todas as peças apresentaram uma etiqueta em Braille e à tinta.

Esse foi o resultado:

Por

Mariana Arruda